quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Servas do Santíssimo Sacramento da Adoração Perpétua

Conheça as irmãs de Taubaté, que doam sua vida por Jesus Sacramentado:



A característica principal e especifica de nossa missão na Igreja é o Culto público de Nosso Senhor Jesus Cristo verdadeira, real e substancialmente Presente na SSma. Eucaristia e solenemente exposto para a Adoração Perpétua. Isto constitui o “Serviço Eucarístico” que deve ser executado duma maneira constante, por todas nós, por meio da Adoração Coletiva – o Ofício Divino e das horas individuais de Adoração.

“Saibam todas que foram escolhidas e fizeram Profissão só para se devotarem ao Serviço da Divina Pessoa de Jesus  Cristo nosso Rei e nosso Deus, verdadeira, real e substancialmente presente em Seu Sacramento de Amor...” (Constituições  nº 4)
Neste Serviço direto ao Deus da Hóstia, ou no serviço à Comunidade, sempre e em tudo, somos Adoradoras

Apostolados Eucarísticos específicos

Do nosso  Carisma, decorre como que naturalmente a NOSSA MISSÃO.
Nossa vocação contemplativa adoradora é eminentemente eclesial e apostólica. Fazemos trabalhar Nosso Senhor no SSmo. Sacramento expondo-O no Trono e unindo-nos à Sua Oração e Seu apostolado, pelas nossas adorações.
O Instituto consagra-se ao amor e à glória desse Augustíssimo Sacramento, pelo apostolado da oração, pela Guarda de Honra do SSmo. Sacramento, pelos Retiros de adoração e pela Obra do Culto Eucarístico.
Pela Obra da Agregação, esforçar-se-ão as Irmãs para assegurar a Nosso Senhor, em suas capelas, uma Guarda de Honra entre os fiéis, propagando o Culto da Adoração ao SSmo. Sacramento e o amor à Sagrada Eucaristia num maior número de almas.

“A fim de se dedicarem exclusivamente ao serviço de seu Rei celestial e de estarem dispostas a cumprir a finalidade de sua vocação contemplativa adoradora, só farão apostolado específico do Instituto no próprio Convento. Seu lema será: “TUDO PARA O SERVIÇO DE JESUS NO SANTÍSSIMO SACRAMENTO” (Constituições nº 6 )


 Vida de Comunidade

Às 24 horas do nosso dia são ritmadas pelo “SERVIÇO CÍCLICO DA ADORAÇÃO”, ou seja, o revezamento das Irmãs em suas horas de Adoração durante todo o dia e toda a noite.


É este o nosso serviço primordial, que tem sua organização diária feita em dois quadros: o quadro da ADORAÇÃO DIURNA e o quadro da ADORAÇÃO NOTURNA nos quais são colocados os nomes das Irmãs.

Temos também, é claro, tudo aquilo que é próprio de toda Vida Religiosa: a Santa Missa diária, o Ofício Divino cantado em Coro diante do Santíssimo Sacramento Exposto, o terço rezado em comum na Capela, outros exercícios de piedade na Capela e no interior do Convento, momentos de Meditação pessoal e leitura espiritual, Reflexão Comunitária da Palavra de Deus, Reuniões Comunitárias, Recreios Comunitários e os trabalhos na Comunidade.

Para saber mais sobre as Servas do Santíssimo Sacramento da Adoração Perpétua, visite a página:
http://www.sacramentinastaubate.org.br

terça-feira, 15 de janeiro de 2013



Ano da Fé e JMJ: oportunidades para renovar a fé em 2013


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Proclamado pelo Papa Bento XVI e iniciado em 11 de outubro de 2012, o Ano da Fé propõe aos fiéis do mundo inteiro uma verdadeira redescoberta da fé, o que vem sendo trabalhado com atenção pelo clero e religiosos do mundo todo.

O arcebispo de Caracas, Cardeal Jorge Urosa Savino, publicou uma mensagem de Fim de Ano dirigida a todos os venezuelanos. Ele inicia o texto recordando justamente o convite do Santo Padre para que se celebre o Ano da Fé.  “Que se viva a fé católica em meio a um mundo secularizado, indiferente e por vezes contrário a Deus”, escreve o Cardeal na mensagem.

E nesse contexto de renovação da fé católica, a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro será um dos grandes eventos de 2013 que vai ajudar jovens do mundo inteiro nessa missão. Em artigo publicado neste domingo, 30, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, destacou que, entre tantos legados já esperados nos grandes eventos, a JMJ terá um incomparável: “deixará a presença de um Deus Amor no coração dos jovens arautos da manhã e anunciadores de um mundo novo”.

Dom Orani enfatizou ainda que 2013 será o Ano da Juventude. “Queridos jovens: o próximo ano é de vocês! (...) Animem-se para viver com intensidade a JMJ Rio 2013 e vamos testemunhar Deus Menino, nascido de Maria Santíssima, para nos salvar!”. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Comunidade da Espanha: Ir César, Ir Sergio. Pe Delsi e Pe Gil


Catedral de Córdoba


A IDEOLOGIA DO GÊNERO DESTRÓI A FAMÍLIA




Queridos Irmão e Irmãs:
Em que consiste a ideologia do gênero, da qual ouvimos falar continuamente? O Papa Bento XVI acaba de referir-se a ela, com tons suaves más profundamente alarmantes. A ideologia do gênero destrói a família, rompe todo laço do homem com Deus através de sua própria natureza, coloca o homem acima de Deus, e então Deus já não é necessário para nada, temos que dispensa-lo, porque Deus é um obstáculo para a liberdade do homem.
A ideologia do gênero é uma filosofia, segundo a qual, “o sexo já não e um dom original da natureza, que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de sentido, más um papel social da qual se decide autonomamente, enquanto que até agora era a sociedade que decidia” P. Bento XVI. A frase emblemática de Simone de Beauvoir (1908-1986), companheira de Jean Paul Sartre: “Mulher não nasce, más se torna”, expressa que o sexo é aquilo que um decide ser. Já não valeria os ultra-som que detecta o sexo da pessoa antes de nascer. Esperamos um bebê. É menino ou menina? O ultra-som nos diz claramente que é menina. Não. O que vale é o que a pessoa decide. Se quero ser homem, pode ser, ainda que tenha nascido mulher. E se queres ser mulher, pode ser, ainda que tenha nascido homem. Não se nasce, se faz. A serviço desta ideologia existem uma série de programas formativos, médicos, escolares, etc. que tratam de fazer “engolir” esta ideologia a todo o mundo, causando um mal tremendo na consciência das crianças, adolescentes e jovens.
A ideologia do gênero não respeita em nada a própria natureza na qual Deus inscreveu os seus passos: sou homem, sou mulher, por natureza. O aceito e vivo alegremente e com gratidão ao Criador. Não relacionar com a natureza, e portanto com Deus, minha identidade sexual é uma escravidão da qual a pessoa tem que libertar-se, segundo esta ideologia equivocada. Daqui vem um certo feminismo radical, que rompe com Deus e com a própria natureza, tal como Deus fez. Um feminismo que vai se estendendo implacavelmente, inclusive nas escolas. A Igreja Católica é odiada pelos promotores da ideologia do gênero, precisamente porque se opõe fortemente a isto. “Contudo, se não existe a dualidade do homem e da mulher como dons da criação, então nem existe a família como realidade preestabelecida pela criação” (P. Bento XVI).
E, no entanto, uma das realidades más bonitas da vida é a família. A família segundo sua estrutura original, onde existe um pai e uma mãe, porque existe um homem e uma mulher, iguais em dignidade, distintos e complementar. Onde tem filhos que nascem do abraço amoroso dos pais. A abertura a vida prolonga o amor dos pais nos filhos. Onde tem irmão, avôs, tios e primos, etc. Que bonita é a família, tal como Deus tem pensado! Deus quer o bem do homem, e por isso criou a família. Ainda que a ideologia de gênero tenta destruí-la, a força da natureza e da graça é mais forte que a força do mal e da morte. A família necessita da ajuda de Cristo, pois Herodes segue vivo, e não só mata inocentes no seio materno, más tenta deformar nossas crianças, adolescentes e jovens com esta ideologia, querendo faze-los ver que existe “outro” tipo de família.
O Filho de Deus nasceu e viveu em uma família e santificou os laços da família. A festa da Sagrada Família de Nazaré no contexto da Natividade é uma preciosa ocasião para dar graças a Deus por nossas respectivas famílias, que é o berço onde nascemos e onde crescemos e nos sentimos amados. É ocasião para pedir pelas famílias que atravessam dificuldades, para dar uma mão a que tenho perto e cujas necessidades não são somente materiais, mas as vezes de sofrimentos por conflitos de todo tipo. A festa da Sagrada Família de Nazaré, composta por Jesus, Maria e José é uma oportunidade para reafirmar que somente na família, tal como Deus á instituiu, encontra o homem seu pleno desenvolvimento pessoal e, por tanto, a felicidade de seu coração.
Na família está o futuro da humanidade. Porem na família que responde ao plano de Deus.
+Dom Demétrio Fernandes
Bispo de Córdoba – Espanha
(Trad.: Pe Delsi Zamboni, SSE)  

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

50 anos de Canonização


1962- 09-XII -2012
50 ANOS da Canonização de São Pedro Julião Eymard

Carisma Eymardiano : Escola de Santidade
  Neste ano temos a alegria de comemorar os cinquenta anos da canonização de São Pedro Julião Eymard, o apóstolo da Eucaristia , canonizado como todos sabem em 09 de dezembro de 1962,  por Sua Santidade o Beato João XXIII .Como servos e servas do Ssmo. Sacramento, também devemos buscar a santidade como Ele buscou, via o serviço eucarístico, a perfeição evangélica para servir melhor e mais dignamente a Nosso Senhor no seu Augusto Sacramento: “Para o digno serviço do sumo Rei, por meio do qual são associados aos coros angélicos , seria conveniente, antes de justiça, que os mesmos adoradores fossem ornados com as virtudes de todos os santos” (nº137  da Constituições da SSE)
   E apresento neste pobre opúsculo a vida resumida de um religioso eucarístico que se santificou pelo carisma de Santo Eymard ou seja a Igreja como Mãe e Mestra só aprova um carisma entre tantos critérios, se este carisma é capaz de levar a santidade os membros de uma congregação, deste ponto é que nasce o título deste trabalho:
 “Carisma Eymardiano: Escola de Santidade” ,vos apresento  humildemente: 


Servo de Deus Fra. Giovanni Nadiani
(1885-1940)

  
   Fra. Nadiani nasceu 20 de fevereiro de 1885, em St. Maria Nuova, no município de Bertinoro,  Diocese de Cesena; filho de Hércules Nadiani e Anuncia Piazzi, recebeu o santo batismo no mesmo dia em que nasceu, na igreja paroquial pelo pároco Don Lazzaro Ceredi, deram-lhe o nome de Giovanni Antonio Gaspar Nadiani
  
   Quando o bebê Giovanni, tinha  três anos, sua mãe morre, seu  pai  se casa com sua cunhada Lúcia que  morre depois de dois anos;  e novamente o pai se casa com Giannina Ruffilli. Três mães santas que  educaram  profundamente  Giovanni  na vida de piedade.
  
   Seu apelido em  S. Maria Nuova era  Vanitti, era  conhecido quando criança como modelo  gentil e generoso, privado e alegre, cheio de iniciativas entre os companheiros e disponível para as ordens de seu pai, diligente na escola e muito piedoso na paróquia. Fez sua primeira comunhão em 08 de junho de 1892 , recebeu a crisma 16 de outubro  de 1896  pelo Cardeal Sebastiano Galeati.
   Ingressou no seminário de Cesena em 1898, onde se destacou por seus dotes musicais e por sua amizade para com todos e sua diligência nos estudos ;sua vida como  seminarista terminou em  02 de julho de 1902, quando ele deixou o Seminário de Cesena  sofrendo  muito por isso.
  
   De 19O2 a 19O7 ,o jovem Vanitti, volta  para sua casa e ajuda seu pai no comércio que ele possuía, sempre com sua conduta exemplar de varão católico com uma vida de penitência e oração , não desistindo do propósito de consagrar sua vida a Deus ;queria aprender alemão e francês para ser missionário, mas acaba indo para Suíça onde trabalha numa fábrica de chocolates . Em 1905 volta a Itália para o serviço militar aonde é dispensado no final do mesmo ano. Regressa a Suíça novamente em 1907 vai para Roma trabalhar como balconista em uma taberna dos parentes de sua mãe 
  
   Aqui começa uma busca através de várias igrejas, onde  poderia  realizar seu plano de consagração a Cristo. No centro histórico de Roma, próximo da Piazza Colonna, ele viu uma das muitas igrejas da capital. Um dia ele entrou na penumbra, ele viu um grande manto branco de arminho, e no meio, como um trono de Jesus ,a Eucaristia exposta em uma custódia em um globo, símbolo do mundo dominado por Cristo. Ao pé  dois padres com sobrepelizes  brancas,  Giovanni também se ajoelha para adorar. E tantas pessoas chegando, adorando por alguns minutos ou por um longo tempo e saindo.
  
   Lá, de joelhos, ele encontrou-se ,e exclamou: "Eu quero ser um padre adorador!”. Ele ficou lá por três horas , em seguida,  passou para a sacristia e queria falar imediatamente com os Padres   Sacramentinos da igreja de S. Claudio.  Falou com o Revmo. Pe. Jarlan , francês membro do conselho geral, que compreendeu o sincero desejo de doação do jovem. Ele prometeu, no entanto, a aceitar com uma condição: que iria deixar de lado a idéia de tornar-se sacerdote, pois tinha já idade adulta e Nadiani concorda em permanecer como irmão leigo. Em 6 de junho de 1907 , Giovanni Nadiani apresenta o pedido escrito ao Superior Geral, apesar da oposição de seu pai, que o queria em seu comércio.
                                               
                                                   



   Entrou para a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento, na casa de Turim, em 02 de julho do mesmo ano. Foi recebido por  Pe. Carlo Maria Poletti, que, então, guiaria ele  com sabedoria espiritual verdadeira. Em 14 de novembro 1907, entrou no noviciado de Castelvecchio di Moncalieri
  
   No início de outubro 1931 Fra Giovanni Nadiani  foi transferido permanentemente para Ponteranica . Seu primeiro superior o Revmo. Pe. Lodovico Longari  designa  ele para cuidar da enfermaria da Comunidade. Ele não possuía diploma, mas sim  uma boa prática lendo várias  revistas médicas e livros de enfermagem. Mas o que o caracterizava era sua gentileza e bondade para todos os males. Um de seus irmãos recorda: “Por ocasião da academia anual, que contou com a presença do Bispo de Bérgamo, D. Marelli, eu estava doente e triste, e Fra Giovanni, durante o tempo da academia me fez companhia”. E eu lhe disse: "Vá para a academia, também," ele disse carinhosamente: "Minha academia é aqui."
     
   Fra Nadiani nos últimos anos  começou a  sentir uma dor no estômago , os médicos examinando-o descobriram  uma úlcera, que acabou resultando em um tumor ; Então Giovanni  continuava   a desempenhar suas atividades regulares mesmo com dores intensas com grande sacrifício. Quando a dor se tornou pior nos últimos meses, ele escreveu em seu diário apenas uma palavra: “ Mãe” (fazendo referencia a Nossa Senhora das Dores no qual tinha grande devoção)
    
   Em 9 de setembro de 1939,  suas dores tornaram se insuportáveis,o diagnóstico é de que a úlcera piorou. "Deo gratias", é a resposta. Mas o mal continua e em 22 de dezembro,  foi internado no Hospital Maior em Bérgamo. Escreveu sua última carta para o Revmo. Pe. Missaglia no qual se expressa sua espiritualidade profunda, a onde destacamos “...ajude-me Vossa Revma. Querido Pai para que quando seja operado possa celebrar minha missa cruenta de verdadeiro sacramentino ,desejando livremente e com alegria que Jesus-Vítima complete em seu indigno servo sua paixão e assim me resgate dos meus pecados. A doce Mãe celestial certamente me acompanhará”  A operação seria realizada em  30 de dezembro, mas não se teria  mais nada a fazer, pois a úlcera era cancerígena e estava  em estado  avançado.

   O Servo de Deus adormeceu no Senhor na manhã de 06 de janeiro de 1940; sendo que o capelão teve que interromper a missa que celebrava pra administrar  a Unção dos Enfermos, assim Fra Nadiani  concluiu sua missa cruenta, assistida por um sacerdote, que depois terminou de celebrar a missa, o sacrifício de Cristo.

   O carisma eymardiano é escola de santidade verdadeiramente , pois como vemos Fra Nadiani se santificou por ele e inúmeras outras centenas de religiosos e servas do Ssmo. Sacramento se santificaram com certeza por ele, e que comtemplaremos com a graça de Deus na liturgia celeste sem contar os exemplos concretos que tivemos em nosso meio. Por isso edificados com os exemplos destes  “religiosos de fogo” , também nós lutemos por isso, para incendiarmos este mundo que esta na sombra do pecado e num deserto espiritual como afirma o papa na homilia da missa de abertura do ano da fé, com as chamas do fogo do amor eucarístico.





Adveniat Regnum tuum Eucharisticum

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A COMUNHÃO, ALEGRIA DO ESPÍRITO.

“Et exsultavit spiritus meus inDeo salutari meo”

 “Meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.”
(Luc, 1, 47.)

Deus querendo nutrir nosso espírito deu-nos o Pão Divino. É a Eucaristia anunciada pelas Sagradas Escrituras: “Nutrir-lhes-ei com o Pão da Vida e da Inteligência”.

Ora, não há na terra alegrias maiores que às do espírito. O contentamento do coração é mais passageiro, por apoiar-se no sentimento, sujeito que é a alterações frequentes. A verdadeira alegria é a do espírito, que consiste no conhecimento sereno da verdade.

As almas grosseiras e aos espíritos levianos nada regozijarão espiritualmente. As almas piedosas, mas não recolhidas, tampouco sentirão verdadeiro gozo espiritual. O grande obstáculo ao reinado de Deus na alma é o espírito leviano. Querem-se provar e gozar de sua Presença é preciso recolher-se e meditar, e ainda assim as meditações não se baseiam na Comunhão não lhes proporcionarão verdadeira felicidade, e lhes deixarão sempre sentir os sacrifícios sem número que ocasionaram. Jesus Cristo reservou-se para Si o privilégio de lhes fazer gozar verdadeiras alegrias. E a alma que raras vezes comunga, não permite a Deus nela permanecer eficazmente. Aquela, porém, que o recebe frequentemente e mais e permanece mais tempo em sua presença; vendo-o, contemplando-o à vontade, acabará por conhecê-Lo bem e, conhecendo-o, Nele se alegrará.

Na Comunhão gozamos de Nosso Senhor em si; Jesus se manifesta mais intimamente a nós, mantemos com ele relações íntimas, que nos levam ao conhecimento real e aprofundado do que Ele é. A fé luz; a Comunhão, luz e sentimento.

Esta manifestação de Jesus pela Comunhão, abrindo-nos o espírito, comunica—lhe uma aptidão especial para penetrar cada vez mais e mais as coisas divinas. Assim como Deus dá aos Eleitos o poder de contemplar, sem deslumbramento, a sua Essência e Majestade, assim também Jesus aumenta-nos o poder de compreensão ao ponto de ser imensa a diferença, numa mesma pessoa, antes e depois de comungar. A criança, ainda por fazer a primeira Comunhão, percebe a palavra e o sentido literal do seu Catecismo, mas depois de fazê-la, passando seu espírito por uma transformação, compreendendo e sentindo, tem uma avidez de conhecer melhor a Jesus Cristo. Podem contar-lhes todas as Verdades e a encontrará forte e disposto a ouvi-la. 

Com explicar semelhante fenômeno? Antes da Comunhão, falavam-lhe de Jesus Cristo que já conheciam na sua Cruz, nas suas dores, e isso, na verdade, lhes emociona, lhes enternece. Mas, quanto mais comovida fica a sua alma depois da Comunhão, ah! Como há de comover-se a sua alma, que pela melhor compreensão  do Mistério, se torna insaciável. Antes da Comunhão contemplava a Jesus de fora; agora contempla o de dentro, com os seus próprios olhos!

É o mistério de Emaús que se renova. Jesus Cristo, ao caminhar, instruía os dois discípulos, explicava-lhes as Sagradas Escrituras; sua Fé, porém, permanecia vacilante, embora sentissem certa emoção secreta. Mas ao participar da Fração do Pão, abriram-se lhes os olhos, dilataram sê-lhes o Coração. A voz de Jesus não bastara para manifestar-lhes sua Presença. Precisavam sentir-lhe o Coração, nutrir-se do verdadeiro Pão da Inteligência! 

São Pedro Julião Eymard




domingo, 29 de julho de 2012

Mês Vocaional


Estamos prestes a iniciar o mês de agosto, dedicado especialmente em nossa Igreja pelas vocações.

O mês vocacional tem sua origem logo após o Concílio Vaticano II. Com o objetivo de despertar a consciência das comunidades para a co-responsabilidade, num período de crise das vocações de especial consagração. 
Em 1970 surgia a primeira experiência do mês vocacional no Brasil. Esta iniciativa deu certo e, em 1981, a Assembléia Geral da CNBB instituiu o mês de agosto como mês vocacional para todo o Brasil.

Vale a pena recordar o que celebramos no mês de agosto: no primeiro domingo destacamos o dia do padre, a motivação é a festa de S. João Maria Vianey, lembrada no dia 04 de agosto, padroeiro dos párocos. 
No segundo domingo celebramos o dia dos pais, recordamos, então, o chamado a gerar vida, a continuar com a obra criadora de Deus. Ser pai e ser mãe, constituir família, assumir um estado de vida na Igreja. 
Motivados pela festa da Assunção de Maria, modelo de todos aqueles que dizem sim, celebramos no terceiro domingo a vocação religiosa. São recordadas aqui a vocação religiosa feminina e masculina. 
No quarto domingo recordamos todos os ministérios leigos e, no quinto domingo a vocação dos catequistas. 
Coloquemo-nos em oração por todos os jovens, para que Deus continue suscitando em seus corações este ardente desejo de se doar inteiramente a causa do reino.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Biografia de São Pedro Julião Eymard

 

Fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento
Apóstolo da Eucaristia
Criador da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento
(04/02/1811 - 01/08/1868)

Em 1804, apareceu no vilarejo de La Mure um amolador de objetos, acompanhado de sua filha de cinco anos de idade, órfã de mãe, que perguntava de casa em casa se havia utensílios para serem afiados por seu pai.

Este tinha por nome Julião Eymard, originário de outra localidade, Auris, onde se casara e tivera seis filhos desse casamento. Perseguido pelos "patriotas" da Revolução Francesa, perdeu boa parte de seu patrimônio. Com a morte da esposa, em 1804, resolveu tentar a sorte noutro lugar.

Deixou então cinco filhos com pessoas amigas e saiu à procura de sustento, levando apenas a caçula. O espírito de solidariedade católica, que ainda havia em La Mure, facilitou o estabelecimento de Julião naquele local, onde prosperou e contraiu novas núpcias.

De seu segundo casamento, nasceu Pedro Julião Eymard em 4 de fevereiro de 1811.

Com o correr dos anos, o menino mostrou-se inteligente e jeitoso, tornando-se a grande esperança do pai para fazer prosperar o negócio que havia montado naquela localidade: uma usina de azeite.

O conquistador de almas para Deus

O menino, porém, sentia que era chamado para algo de bem mais elevado do que ser fabricante de azeite. Após várias dificuldades postas pelo pai, conseguiu entrar no seminário para seguir o que sua vocação lhe pedia: tornar-se sacerdote.

Após ordenar-se, celebrou sua primeira Missa em 26 de outubro de 1834.

O novo sacerdote cativava as almas. Após o ofício divino, saía com os fiéis e ficava em frente à igreja, conversando com eles e os instruindo. Operavam-se então conversões impressionantes.

Em 1839 decidiu entrar na Sociedade de Maria para desenvolver cada vez mais sua devoção à Sagrada Eucaristia, a paixão de sua vida. Sua irmã -- aquela menininha que percorria as casas pedindo trabalhos -- insistiu com ele para que ficasse mais um dia em casa, antes de partir para seu novo destino. "Deus me chama hoje, amanhã poderá ser tarde demais" foi a resposta. E seguiu em frente.

Nessa época a todos impressionava sua piedade profunda e terna, enquanto no seu caminhar havia algo de harmonioso que lhe conferia um aspecto militar.

Pregava a Eucaristia e somente a Eucaristia. Porém o fazia de maneira pessoal, concreta e viva, sem muitas especulações meramente teóricas e abstratas. Sua pregação tocava de modo especial as necessidades espirituais de seus ouvintes. Sua palavra de fogo esclarecia, abrasava e ganhava as almas. Seus sermões eram verdadeiras meditações íntimas que lhe saíam pelos lábios, expressão de sua intensa vida interior.

Sua alma era de tal maneira luminosa, que pessoas das mais diversas condições sociais e econômicas, bem como das mais distintas profissões, vinham lhe pedir luzes fora e dentro do confessionário.

"Fogo" eucarístico nos quatro cantos da França

Certo dia, em 1853, durante a ação de graças, por solicitação de Nosso Senhor, ele se ofereceu por inteiro a Deus, recebendo então muitas graças, consolações e forças para realizar a tarefa que lhe estava destinada.

Seis anos mais tarde, confidenciou que naquela ocasião prometera a Deus que nada o reteria, mesmo que precisasse comer pedras e morrer em um hospital, trabalhando em Sua obra sem consolações humanas.

Era o primeiro passo para a fundação de seu Instituto, dedicado à adoração perpétua do Santíssimo Sacramento. As dificuldades fizeram-no soltar essa exclamação: "Chego como um soldado do campo de batalha, não se achando vitorioso, mas cansado e esgotado pelo combate".


E anunciou ao Arcebispo de Paris que queria pôr fogo nos quatro cantos da França, e especialmente em Paris, com a comunhão dos adultos.

Santo Cura d'Ars profetiza sobre São Pedro Julião!

O Pe. Eymard e o Cura d'Ars se conheciam e se tornaram verdadeiros amigos em Nosso Senhor Jesus Cristo, cada um procurando estar a par das atividades do outro.

O Cura d'Ars teria mesmo profetizado que o Pe. Eymard sofreria muito, inclusive perseguições de seus melhores amigos. Mas que a congregação por ele fundada seria próspera e se espalharia por todos os países, apesar de tudo e contra todos...

De fato, na obra recém-fundada continuava faltando quase tudo e as deserções começavam. O fundador tornou-se objeto de críticas e perseguições. Escreveram-lhe cartas extremamente mortificantes, profetizando quedas e catástrofes. Como se isso não bastasse apareceu uma ameaça de despejo. Obrigado a se afastar por cinco semanas para tratar da saúde, encontrou a casa com menos gente e com traidores.

Em Roma: êxtase e aprovação de sua obra

Tinha um culto entusiasmado pelo Papado. E não foi sem emoção que se dirigiu a Roma para pedir a aprovação de sua obra, o Instituto do Santíssimo Sacramento.

Uma feliz coincidência facilitou as coisas. Estava orando no altar da Confissão, na Basílica de São Pedro, quando entrou em êxtase e não percebeu um cortejo que se aproximava. Era Pio IX, que ia rezar ali também. Os numerosos fiéis que se encontravam no local, se afastaram para dar passagem ao Papa, ficando somente um padre austero ajoelhado. Quando voltou a si, todo confuso, refugiou-se em um canto; o Papa acabara de se retirar.

No dia seguinte recebeu o Breve Laudatório, assinado na véspera pelo Sumo Pontífice!

Desejava ter a voz do trovão

Sua palavra era um fogo de caridade e de fé. Havia um tal brilho de santidade em seu olhar, que se pensava em Nosso Senhor. Mesmo antes de começar a falar, já tocava as almas pela sua simples presença. Mais do que a fé, era quase a visão real do Divino Mestre que ele imprimia nas almas. Parecia ver o que falava.

Quanta vida, quanta luz! Seus ouvintes mantinham o olhar fixo na sua pessoa durante toda a pregação. Diz-se que ele desejava ter a voz do trovão para ser entendido por toda parte e por todos.

Traçava, para cada sermão, os limites, as divisões e o encaminhamento do raciocínio, mas... na hora entrava a palavra e a inspiração do coração. Preparava suas homilias diante do Sacrário pois, segundo ele, uma hora na presença do Santíssimo Sacramento valia mais do que uma manhã de estudos nos livros.

Lia os corações, via à distância, profetizava...

Não era raro dizer a uma pessoa os pensamentos que tivera; e aconselhá-la de acordo com tal discernimento.

Certo dia, uma moça da sociedade foi procurá-lo, sem que os pais soubessem, para pedir-lhe um conselho sobre sua vocação. Ao chegar, soube que ele se encontrava em sua hora de adoração ao Santíssimo, durante a qual não costumava atender absolutamente ninguém. Resignada, dirigiu-se à igreja e o viu de costas, ajoelhado, em oração. Nesse mesmo instante Eymard levantou-se, indicando à moça o caminho do confessionário. Comentou depois que sentira que uma pessoa o procurava e tinha necessidade de ajuda.

Entre 1860 e 1868 previu várias vezes os desastres da guerra franco-prussiana e o movimento revolucionário da Comuna de Paris.

Em Saint-Julien de Tours, o Pe. Eymard deu provas de ser santo, vidente e profeta diante de um auditório que o ouvia pela tarde e pela manhã, sempre recolhido e sempre entusiasta.

Certo dia, duas horas antes da procissão de São Julião, o céu escureceu e se armou uma tempestade. O Pe. Eymard, calmo, ordenou que a procissão saísse e... surpresa! Em lugar dos raios e da chuva que já haviam começado, aparece céu azul e um grande sol! "Milagre"! Foi a palavra que aflorou a todos os lábios.

Exorcista, era perseguido pelo demônio

Muitas vezes passava as noites lutando contra o demônio. Pela manhã, no seu quarto havia móveis quebrados ou avariados e sinais em sua face. Comentava que os golpes do demônio são secos como se bate em mármore, mas a dor desaparecia com a pancada.

Em 1861, após comer parte de uma maçã oferecida por uma mulher tida como mágica, uma menina ficou possessa. A mãe, ouvindo falar de Eymard, foi procurá-lo. Este enviou uma camisa e um gorro com a medalha de São Bento, mas a menina os destroçou com seus dentes. O Padre então benzeu um pedaço de pão e o enviou à casa da menina, para que o engulisse na hora em que estaria celebrando uma missa por ela.

Quatro homens forçaram-na a engulir e ela começou a vomitar um liquido preto, cheirando a enxofre, em tal quantidade que escorreu até o chão, ficando então curada. O demônio foi derrotado duplamente, pois o pai de menina, que se encontrava afastado da religião, impressionado, confessou-se, comungou e voltou à prática religiosa.

Incompreendido pelos próprios filhos espirituais

No final de 1867 repreende os seus por não irem vê-lo com mais freqüência e mais confiança, a fim de pedir uma comunicação mais abundante do espírito da sua vocação. "Nada me perguntais. Quando eu não estiver mais aqui, ninguém terá a graça da fundação. Interrogai-me, usai mais de mim".

Em 1868 escreveu em suas notas que iria fazer parte da corte celeste, participar da bondade de Deus. Um trono lhe estava assegurado no Céu e seu nome estava inscrito no livro da vida; os Anjos e os Santos o esperavam no lugar dos Bem-aventurados e o chamavam de irmão.

Porém, para alcançar um tal píncaro é preciso não só sofrer, mas saber sofrer. Assim, seus últimos anos de vida foram repletos de sofrimentos, ocasionados estes em boa parte por seus próprios religiosos que já não tinham confiança em seu Santo Fundador. Disse ele nessa penosa conjuntura: "Eis-me aqui, Senhor, no Jardim das Oliveiras; humilhai-me, despojai-me; dai-me a cruz, contanto que me deis também o vosso amor e a vossa graça".

No dia 1º de agosto de 1868, às 14:30 hs, exalou seu último suspiro. Tinha 57 anos e meio. Morreu em sua cidade natal, La Mure, na mesma casa onde nascera. Sua congregação tinha então cinco casas na França e duas na Bélgica, com cinqüenta religiosos.

"Nosso santo morreu!" foi o grito que se ouviu nas ruas e nas casas daquela pequena localidade. A população inteira desfilou diante de seus restos mortais. As pessoas iam com as duas mãos cheias de objetos para serem tocados no corpo do Santo. Seus olhos, que não foram fechados por respeito, guardavam uma expressão extraordinária de vida a ponto de dar a falsa impressão de que não morrera.


Foi beatificado solenemente por Pio XI no dia 12 de julho de 1925 e canonizado por João XXIII em 9 de dezembro de 1962.

Novena de São Pedro Julião Eymard


Dia 02 de agosto celebramos o dia de São Pedro Julião Eymard, o Apóstolo da Eucaristia. Convidamos você e sua familia e fazer conosco sua novena, pedindo as graças e bençãos do céu, através de sua intercessão.




Graças e Louvores sejam dados a cada momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

Bendita seja a Santa e Imaculada Conceição, da Bem-aventurada e sempre Virgem Maria Mãe de Deus.


I - São Pedro Julião Eymard, zelosíssimo apóstolo e ardente adorador do Santíssimo Sacramento, suplico-vos, fazei-me participar do vosso amor abrasado para com Jesus Sacramentado e do vosso zelo pela Sua divida glória. Alcançai-me também do Coração Eucarístico de Jesus, a graça que pela vossa intercessão desejo obter por meio desta novena, se for para a maior glória de Deus e o maior bem de minha alma. Amem
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.


II - São Pedro Julião Eymard, que ardeis no amor seráfico, sempre e cada vez que no santo altar oferecíeis o Cordeiro Imaculado que tira os pecados do mundo, rogo-vos com todo o fervor daminha alma, me alcanceis do Coração Eucarístico de Jesus, a graça de ser abrasado neste fogo celestial quando assisto no Santo Sacrifício da Missa. Digne-vos também me obter por vossa intercessão a graça que desejo alcançar por meio desta novena se for para a maior glória de Deus e ao maior bem de minha alma. Amém
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

III - São Pedro Julião Eymard, que com vossa palavra cheia de ardor e vossos admiráveis escritos, leváveis as almas a se aproximarem digna e frequentemente do Banquete Eucarístico em união com a gloriosa Mãe de Jesus, Maria Santíssima: peço-vos que alcanceis do Coração de Jesus, um zelo ardente como o vosso pela Comunhão frequente e quotidiano, a perseverança até a morte em tão santa pratica e na devoção a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Oração Final
Rogai por nós São Pedro Julião Eymard, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Senhor Jesus, Filho de Deus vivo, que para propagar por toda a parte o culto solene ao SSmo. Sacramento da Eucaristia, suscitastes de um modo admirável São Pedro Julião Eymard e por seu intermédio dotastes a vossa Igreja com uma nova família religiosa, dignai-vos conceder-nos, que pela sua intercessão e exemplo, cheguemos a ser adoradores em espírito e verdade do Augusto Mistério e propagadores zelosos de sua glória. Vós que viveis e reinais com Deus Pai, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém


São Pedro Julião Eymard, rogai por nós. (3 x)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A EXTENSÃO DA ENCARNAÇÃO

Verbum caro factum est
 "O Verbo se fez carne." (Jo., 1, 14.)


A encarnação do Verbo no seio de Maria nos anuncia a Eucaristia. Este sol de almas, que há de vivificar e regenerá-las, se levanta em Nazaré e chega ao meio dia na Eucaristia, que será o término do amor de Deus na terra. O grão de trigo divino foi semeado nas castas entranhas de Maria. Germinará e amadurecerá e será moído, para que com ele seja feito o pão eucarístico. A encarnação é tão uma com a Eucaristia, que as palavras de São João poderiam ser traduzidas assim: O Verbo se fez pão: Verbum caro, Verbum Panis. Todas as circunstâncias do mistério da encarnação foram gloriosas para Maria; tudo é também glorioso para nós na Comunhão, que nos faz participar da honra e da glória da Santíssima Virgem.


O prólogo do mistério da Encarnação teve lugar entre o anjo e a Virgem Santíssima. O anjo anuncia o mistério e pede o consentimento de Maria.


O anjo que nos chama à Comunhão é o Sacerdote, é a Igreja mediante seu veículo: o sacerdote. Que honra para nós! A Igreja é a rainha e os anjos a servem; é esposa, e por isso não somente anuncia, como também nos da o Verbo sacramentado. Maria acreditou naquilo que o anjo dizia, em vista do prodígio que lhe anunciava. Quanto a nós, podemos crer na Igreja sob a sua palavra. Ela é nossa mãe e nós filhos seus, e ninguém diz à mãe: Isto é pão realmente? Não está me dando uma pedra em lugar de pão? A Igreja fala, e acreditamos na sua palavra. Claro, que assim como o anjo, bem poderia dar provas de sua missão.

O anuncio da Comunhão é, pois, glorioso para nós, tal como a Encarnação foi para Maria.

São Pedro Julião Eymard