sábado, 17 de dezembro de 2011

Valcir Lima Santos é ordenado Diácono da Igreja

A Sociedade dos Servos da Eucaristia, alegra-se por seu Diácono.

O EXCESSO DE AMOR






♦ Mas, Senhor, por que te comportas assim? Por que chegaste a este excesso de amor? “Amo os homens e sinto-me feliz por tê-los à vista e esperá-los; quero ir até eles”.Deliciae meae.Valorizo as minhas alegrias por estar com eles.


♦ E, ainda assim, o prazer, a ambição, os amigos, os negócios..., tudo vem antes de nosso Senhor. Jesus será recebido como um último recurso ou a extrema unção, se a enfermidade permitir. Isto já não é o bastante?

♦ Oh Senhor! Por que queres vir aos que não querem receber-te e te empenhas tanto em permanecer com aqueles que Te maltratam?

♦ Quem faria o que Jesus Cristo faz?

♦ Instituiu seu sacramento para que fosse glorificado e é nele que recebe mais injúrias que glórias. O número de maus cristãos que Lhe desonram é maior do que aqueles que Lhe honram.

♦ Nosso Senhor sai perdendo. Para que continuar este comércio? Quem gostaria de negociar tendo a certeza de perder?

♦ Ah! Os santos que vem e compreendem tanto amor e tanto rebaixamento devem estremecer-se e sentir-se indignados diante de nossa ingratidão.

♦ E o Pai diz ao Filho: “É preciso concluir; teus benefícios de nada servem; teu amor é menosprezado; tuas humilhações são inúteis; perdes; terminemos”.

♦ Mas Jesus Cristo não se rende. Persevera e aguarda; se contenta com a adoração e o amor de algumas boas almas. Ah! Não deixemos de corresponder-Lhe, pelo menos nós.

♦ Acaso as suas humilhações não merecem que Lhe honremos e amemos?

São Pedro Julião Eymard

sábado, 10 de dezembro de 2011

O SANTÍSSIMO SACRAMENTO NÃO É AMADO









“Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo desobediente e teimoso” Isaias 65,2. (Rom.10,21)




Ai de nós! Como é verdade, e para nossa desgraça, que Jesus Cristo não é amado no santíssimo Sacramento!

Não Lhe amam, em primeiro lugar, tantos milhões de pagãos, todos esses milhões de judeus e de infiéis, todos esses incontroláveis dissidentes e hereges que não conhecem ou mal conhecem a Eucaristia.

E entre tantos milhões de criaturas dotadas de um coração que lhes foi dado por Deus é capaz de amar como o meu? Quantas amariam Jesus Sacramentado, se Lhe conhecessem como eu o conheço!

Eu não deveria esforçar-me para amar-Lhe, pelo menos, por elas e no lugar delas?

Mesmo entre os católicos, são poucos, muito poucos, os que amam Jesus Sacramentado. Quantos são os que pensam Nele, ou falam Dele, ou vão adorar-Lhe e receber-Lhe com frequência?

A que se deve este esquecimento, esta frieza? Ah! Não experimentaram nunca a doçura da Eucaristia nem as delícias de seu amor! Jamais perceberam o quanto Jesus é bom! Não repararam na imensidão do seu amor no Santíssimo Sacramento!

Alguns têm fé na Eucaristia, mas uma fé inativa, e tão superficial, que não chega ao coração, limitando-se estritamente ao que a consciência julga necessário para salvar-se. E ainda estes são relativamente poucos se comparados a tantos católicos que vivem como verdadeiros pagãos, como se jamais tivessem ouvido falar da Eucaristia.

Porque será que nosso Senhor Jesus é tão pouco amado na Eucaristia?
Não Lhe amamos mais que tudo porque não falamos o bastante da sagrada Eucaristia. Contentamo-nos em aumentar muito a fé na real presença de Jesus Cristo, em lugar de falar de sua vida, de seu amor no Santíssimo Sacramento e de fazer ressaltar o sacrifício que ali Lhe impõe este amor; resumindo, em lugar de apresentarmos a Jesus Eucaristia como o amante que ama a cada um de nós pessoalmente.

Outra das causas é porque somos “mornos” em nossa conduta, o que manifesta o nosso pouco amor, quando fazemos nossas orações, nossas adorações, ou a frequência com que vamos à Igreja, a não compreensão da presença de Jesus Cristo. Quantos, ainda entre os melhores, não fazem jamais uma visita por devoção ao santíssimo Sacramento para falar-lhe ao coração e assim dar-lhe provas de seu amor! Não amam Jesus na Eucaristia, porque não Lhe conhecem o bastante.

E se Lhe conhecem e conhecem o seu amor e os seus sacrifícios, os desejos do seu divino coração, e com tudo isso, não Lhe amam, que injúria cometem contra Ele!

Sim, que injúria!

Seria o mesmo que dizer que em Jesus Cristo não existe suficiente beleza, que Ele não é tão bom nem amável que mereça ser o preferido entre aquilo que agora os agrada.

Que ingratidão!

Depois de tantas graças recebidas deste bondoso Salvador, depois de ter-lhe prometido tantas vezes amar-Lhe y de ter-se oferecido tantas vezes para servir-Lhe, tratar-Lhe assim é desprezar o seu amor!

Que covardia!

Acontece que não queremos conhecer-Lhe melhor, nos recusamos a uma aproximação, receber-Lhe e falar cordialmente com Ele, porque tememos cair nas redes de seu amor. Medo de não poder resistir aos atrativos de sua bondade e ser obrigado a render-se, sacrificar-Lhe totalmente o coração, o espírito e a vida incondicionalmente!

Temos medo do amor de Jesus Cristo no santíssimo Sacramento, e fugimos Dele!
Aturdimo-nos diante Dele e tememos ceder. Como Pilatos e Herodes, nos esquivamos de sua presença.

São Pedro Julião Eymard

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Deus dos Pequenos

“Sou pobre e desvalido, mas o Senhor vela por mim” ( Sal. 39,18)

Acostumemo-nos a fazer a adoração e a comunhão considerando-nos como mendigos de Deus. Desta maneira será mais fácil aplicar as quatro finalidades do sacrifício.

1º O que faz o pobre quando vai pedir esmola e encontra um rico de bons sentimentos? Com um semblante alegre, saúda-o com respeito, esquecendo-se do seu estado miserável, de suas roupas sujas e andrajosas para não pensar em mais nada além da bondade do rico.

Façamos o mesmo na presença do Senhor sacramentado: esqueçamos nossa miséria para recordarmos apenas de sua bondade e Lhe adoremos com confiança e humildade.

2º O pobre elogia a bondade do rico: “O senhor é muito bom... todo o mundo diz. Em outras ocasiões o senhor já foi bom comigo”, contando em detalhes os benefícios recebidos.

Agradeçam da mesma forma e louvem a bondade divina para com vocês e verão como brotam lágrimas dos seus corações e expressões de gratidão eloquentes.

3º Depois o pobre expõe a suas misérias: “Volto à sua porta com a mesma pobreza de antes ou talvez maiores ainda. Não tenho mais ninguém que me ampare há não ser o senhor! Estou convencido de sua bondade que é maior que a minha pobreza; também sei que lhe proporciono a oportunidade de fazer uma boa obra.”.

Da mesma forma devemos saber expor os nossos sofrimentos diante de Jesus na Eucaristia e chamar a atenção do seu coração pelo relato do bem que nos pode fazer seguros de que Lhe proporcionaremos uma grande satisfação, já que o seu amor se manifesta pela fusão de sua bondade.

Quando o pobre recebe muito mais do que havia pedido, costuma chorar. Então não presta atenção ao que lhe foi dado, mas à generosidade do seu bem feitor, e repete sem cessar: Ah! Que bom o senhor é! Bem que eu sabia!

E se o rico lhe convida para entrar, para sentar-se à sua mesa e senta-se ao seu lado, este não se atreve a comer; tal são as emoções e confusão que produzem semelhantes excessos de bondade!

Não é assim que Jesus Cristo nos trata?

Façamos com que a nossa miséria nos faça compreender melhor a sua bondade.

4º Em fim, o pobre se separa do seu bem feitor dizendo-lhe: “Como gostaria de ser lhe útil em alguma coisa; rezarei pela sua família”. E se vai feliz rezando pelo seu bem feitor desejando-lhe toda sorte de bênçãos.

Façamos nós o mesmo. Peçamos pela família de nosso senhor Jesus Cristo; bendigamos a sua bondade: supliquemos de toda forma a sua glória e ofereçamos-Lhe a homenagem do nosso coração e de nossa vida.

São Pedro Julião Eymard

A EUCARISTIA E A FAMILIA



“ Não vos deixarei órfãos”(Jo.14,18)

♦ A Imitação de Cristo ( L.II. cap.VIII) diz: “ Quando Jesus está presente, tudo é bom e nada é difícil; mas quando está ausente, tudo se torna complicado.

♦ Que seria de nós se o Salvador tivesse se contentado em viver conosco somente durante a sua vida mortal?

♦ Isto já teria sido, sem dúvida, uma grande misericórdia e teria bastado para que merecêssemos a salvação e a vida eterna; mas não impediria que fôssemos os mais desgraçados dos homens. É possível que seja assim- alguém diria- contando com a graça, a palavra de Jesus, seus exemplos e as provas excessiva de amor? Sim; com tudo isso seríamos os mais infelizes dos homens.

I

♦ Contemplemos uma família reunida ao redor de seu carinhoso pai, é uma família feliz. Mas se lhes fosse arrebatado o chefe, as lágrimas ocupariam o lugar da alegria e da felicidade; faltando o pai já não existe família.

♦ Agora vejamos, Jesus veio ao mundo para fundar uma família: “ Teus filhos em torno à tua mesa serão como brotos de oliveira”( Sal.127,3).Se o nosso Chefe desaparece a família ter-se-á dispersado.

♦ Sem nosso Senhor Jesus Cristo, nós ficaríamos como os apóstolos durante a paixão, errantes e sem saber que seria deles, e isso que estavam perto de Jesus Cristo, e Dele haviam recebido tudo: haviam visto os seus milagres, eram testemunhas recentes de sua vida, mas lhes faltava o pai e eles já não constituíam uma família, nem eram irmãos entre si, apenas andavam ao lado de Jesus.

♦ Que sociedade pode subsistir sem um Chefe?

♦ A Eucaristia é, por conseguinte, o laço de união da família cristã. Retirai a Eucaristia e terá desaparecido a fraternidade.

♦ Os protestantes, que não possuem a Eucaristia, por acaso conservaram a fraternidade cristã? Não. Eles são como estranhos uns para com os outros. Ainda quando se encontram reunidos em seus templos não formam uma família; cada um é livre para pensar e pensar como queira; seus templos são apenas grandes salões. Por acaso, esses templos convidam à oração?

♦ E podemos chamar de irmãos aos católicos que não recebem a Eucaristia?Propriamente, não; nas famílias onde os pais e os irmãos não comungam, o espírito de união desaparece, a mãe torna-se uma mártir e as irmãs perseguidas. Não, não; sem a Eucaristia no existe família cristã.

♦ Mas, depois que Jesus Cristo reaparece, se reconstitui a família. Veja a grande família cristã, a Igreja celebra muitas festas, e é fácil compreender isto; festa em homenagem ao pai da família, em homenagem a mãe e a todos os santos, que são nossos irmãos, e por tanto, todas estas festas têm a sua razão de ser.

♦ Bem sabia Jesus Cristo que enquanto durasse a família cristã, Ele haveria de ser o seu pai, seu centro, sua alegria e felicidade!

♦ Por isso, nos encontramos uns com os outros, podemos saudar-nos como irmãos, pois acabamos de levantar-nos da mesma mesa. Assim os apóstolos instintivamente chamavam aos primeiros cristãos de irmãos.

♦ Ah! O demônio também sabe perfeitamente que, afastando as almas da Eucaristia, destrói a família cristã, e nos tornamos egoístas. Não existem mais que dois amores: o amor de Deus ou o amor a si mesmo; forçosamente temos que escolher entre um ou outro.


São Pedro Julião Eymard

sábado, 5 de novembro de 2011

FELICITAÇÕES A JESUS SACRAMENTADO



“Venha a nós o vosso reino”

Que chegue o vosso reino, que se acrescente que se eleve e aperfeiçoe: eis aqui o que há a desejar-se a nosso Senhor neste primeiro dia do ano; que ali onde não seja amado nem conhecido, que o seja; que todos completem em si mesmos a obra de sua encarnação e redenção. E onde nosso Senhor é conhecido e amado? Pequeno, muito pequeno é o reino de Jesus Cristo! De trinta anos para cá menosprezaram e mutilaram tanto os seus direitos, assim como os que pertencem a sua Igreja! Por onde quer que se vá nosso Senhor é perseguido! Arrebataram-lhe os templos e os povos! Quantas ruinas eucarísticas!

Há tantos povos aonde a fé nunca chegou! Como nosso Senhor Jesus Cristo estabelecerá o seu reino entre eles? Para consegui-lo bastaria um santo! Peçam ao Senhor bons sacerdotes que sejam verdadeiros apóstolos. Esta deve ser a nossa contínua súplica. Esses pobres infiéis não conhecem o seu Pai celestial, nem a sua terna Mãe, nem a Jesus seu Salvador. E nós, consentimos que permaneçam em tão triste estado! Que crueldade! Estendamos…, dilatemos com nossas humildes súplicas o reinado de Jesus Cristo. Peçamos pelos pagãos e para estes consigam abraçar a fé e conheçam o Salvador! Que os hereges e aqueles que se afastam da Igreja que entrem de novo no seu aprisco e se coloquem sob o cajado do Bom Pastor.

E como reina Jesus Cristo entre os católicos? Peçam continuamente a conversão dos maus católicos que quase não tem fé. Peçam pelos que a tem possam conservá-la. Por aqueles que têm família, peçam para que todos os seus membros guardem a fé, que enquanto guardem este vestígio de união com Jesus Cristo não tenham que desesperar-se por eles. Enquanto Judas viveu ao lado de Jesus teve sempre todas as oportunidades de salvar-se; para isto bastaria uma só palavra; mas quando concluiu que estava abandonado de todo, foi rolando até o fundo do abismo. Peçam, pelo menos, com solicitude a Jesus Cristo que conserve a fé nas verdades cristãs. Muitas vezes dizem: “mais vale um bom protestante que um mal católico...” Isso é falso. Isso quer dizer que qualquer um pode salvar-se sem a verdadeira fé. Não, mil vezes não. O mal católico é sempre filho, ainda que seja filho pródigo, e por mais pecador que seja sempre terá direito a misericórdia; o mal católico está mais perto de Deus que o protestante, em razão de sua fé; ainda está dentro da casa, enquanto que o herege está fora, e para fazê-lo entrar de novo, quanto trabalho, quanta dificuldade!

Para trabalhar sobre a fé através da conversação é necessário adotar a linguagem cristã, usar a linguagem da fé. Mudem a linguagem do mundo. Por uma culpável tolerância deixamos que nosso Senhor Jesus Cristo fosse desterrado dos costumes, das leis, das formas e conveniências sociais, e nos salões das altas rodas ninguém se atreveria a falar de Jesus Cristo. Mesmo entre os católicos praticantes, pareceria estranho falar de Jesus Cristo Sacramentado. Existem tantos que não vão à Igreja nem assistem o sacrifício da Missa, porque temem incomodar algum dos convivas, até mesmo o dono da casa se encontra neste caso. Conversar-se-á da arte religiosa, das verdades morais, da beleza da religião; mas De Jesus Cristo, da Eucaristia... Jamais. Mudem tudo isto; façam profissão de sua fé; saibam dizer: nosso Senhor Jesus Cristo, e nunca digam Cristo, assim de maneira seca. Enfim, é necessário demostrar que nosso Senhor tem direito a viver e reinar na linguagem social. É uma desonra para os católicos manter a Jesus Cristo sob uma medida estrita, como o fazem. É preciso mostrar-Lhe em toda parte. Aquele que faz profissão explícita de sua fé e que sem regras ou conveniências humanas pronuncia reverentemente o nome de Jesus Cristo se coloca na benevolência de sua graça. É preciso que todos saibam publicamente qual é a nossa fé!

A cada instante se ouve proclamar princípios ateus; por onde quer que se vá encontramos pessoas se ostentam não acreditar em nada, e nós? Precisamos temer em afirmar as nossas crenças e pronunciar o nome do nosso divino Mestre? Não deve ser assim, devemos pronuncia-lo quando seja preciso, sem fazer caso destes desventurados ímpios que estão possessos, ou ainda obcecados pelo demônio. Contra todos esses demônios, oponham-se dizendo o nome de nosso Senhor Jesus Cristo! Se todos os que creem adotassem a resolução de falar sem temor de nosso Senhor Jesus Cristo, logo o mundo mudaria, porque acabaria sendo a coisa mais natural pensar em Jesus Cristo. Vai aproximando-se a passos gigantescos o grande século. Existem dois exércitos frente a frente. O ecletismo morreu, graças a Deus! Já não existe mais remédio que ser bons ou maus, alistar-se no exercito de Jesus Cristo ou no de Satanás. Confessem, por tanto, a Jesus Cristo e pronunciem o seu nome; este nome é a sua bandeira, sem covardia.

Em fim, que o reino de nosso Senhor chegue até vocês... Às suas almas. Jesus Cristo está em vocês; mas para que reine por completo lhes sobra muito por fazer. Vocês somente são conquistados: Jesus Cristo ainda não reina tranquilamente em vocês com um reinado de paz e de amor; ainda não conquistou todas as fronteiras... E que soberano poderá reinar como dono e senhor, se ainda não dominou todos os confins do seu território?

Procurem conhecer mais a Jesus Cristo. Cheguem ao íntimo de sua vida, seus sacrifícios e suas virtudes no Santíssimo Sacramento; entrem em seu amor. Em vez de estar pensando sempre em vocês mesmos, vão até Ele; é bom que nos vejamos Nele, mas melhor é ver-Lhe em nós; em lugar de se cuidarem e se preocuparem tanto com vocês mesmos, cuidem, cultivem e façam com que Jesus cresça em vocês. Pensem Nele, estudem e entrem em seu interior: terão muito por viver Nele, pois é grande, infinito...; ali está o caminho real e espaçoso. Isto sublima a nossa vida!

São Pedro Julião Eymard

sábado, 29 de outubro de 2011

A NATIVIDADE E A EUCARISTIA


O nascimento do Senhor me sugere outro pensamento. Os anjos anunciaram aos pastores aquele acontecimento com estas palavras: “Hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor” (Lc. 2,11), como se dissessem: Hoje começa um novo mundo; a obra de Adão vai ser destruída e substituída por uma obra de restauração divina. O nome de Adão convém a dois homens, ambos os pais de um grande povo. O primeiro Adão terrestre, pai do mundo degenerado, terreno para a terra, e o segundo Adão, pai do mundo regenerado celestial para o céu ( 1 Cor. 15,47) Agora bem; o segundo vem para restabelecer tudo aquilo que o primeiro havia destruído, o que não se percebe satisfatoriamente aqui na terra, a não ser através da Eucaristia.

A causa determinante do pecado de Adão e a força principal da tentação diabólica estavam nestas palavras: Sereis como deuses, juntamente com o sentimento de orgulho que Adão concebeu por elas.

Sereis semelhantes a Deus! Ai! E chegaram a ser semelhantes às bestas! Nosso Senhor Jesus Cristo vem reproduzir e repetir-nos as palavras de Satanás...,mas para realiza-las, Satanás seria presa de suas próprias redes. Sim, nós seremos semelhantes a Deus por alimentar-nos de seu corpo e de seu sangue.

Não morrereis. A imortalidade: nós recebemos uma prova segura dela na Comunhão: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”( Jo.¨,54).Jesus Cristo nos promete a vida eterna: a temporal se perde; mas esta vida não merece tal nome, não é mais que uma passagem para a verdadeira vida.

Sereis semelhantes a Deus. Muda-se de estado quando se ascende a uma união mais perfeita: uma simples camponesa chega a tornar-se rainha se o rei a escolhe para esposa. Vejamos, pois; nosso Senhor nos associa a sua divindade comunicando-se conosco, e nós nos tornamos a ser a sua carne e seu sangue: recebemos a realeza celestial e divina do Criador. A natureza humana foi divinizada na união hipostática: a comunhão nos eleva também a essa união divina que nos torna partícipes da natureza de Deus; o alimento que tomamos por ser inferior a nós se converte em nossa substância; nós, por outro lado, nos transformamos na substância de nosso Senhor Jesus Cristo, absorvidos por Ele; passamos a ser membros de Deus, e no céu seremos tão mais gloriosos quanto mais nos tenhamos transformado em Jesus Cristo pela nossa frequente participação de seu corpo adorável.

Enfim, vós sabereis tudo, disse o demônio. O mal...; mas não certamente o bem. Onde se adquire esta ciência do bem a não ser na Comunhão? Ouçam o que disse Jesus aos seus apóstolos, depois de ter-lhes dado a Comunhão: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamar-vos-ei amigos, porque vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai” ( Jo. 15,15). Na Comunhão é o mesmo Deus quem nos comunica esta ciência transformando-se em nosso imediato e particular mestre. “E serão todos ensinados por Deus” ( Jo 6,45). E não nos envia profetas, mas Ele mesmo é o nosso doutor e mestre. Tudo vocês sabem, porque Ele é a ciência divina, não criada e infinita.

Eis aqui como a Eucaristia põe fim à restauração no presépio. Alegrem-se, pois, neste lindo dia, no qual o sol divino da Eucaristia começa a sua caminhada. Que a sua gratidão não separe nunca o PRESÉPIO do ALTAR, o verbo feito carne do homem-Deus, feito pão da vida no Santíssimo Sacramento.


São Pedro Julião Eymard

sábado, 10 de setembro de 2011

A Fé na Eucaristia




Todos nós cristãos esperamos um dia, pela graça e misericórdia de Deus, chegar ao Céu, por isso, aqui na terra procuramos viver da forma mais santa, seguindo suas pegadas e obedecendo a seus mandamentos.


Nosso Senhor para tornar estável a nossa esperança, instituiu seu Sacramento de Amor, a Santíssimo Eucaristia, para que através dela, possamos visualizar aquilo que veremos no céu, servir à Majestade que serviremos, amar e adorar a Jesus Cristo Glorioso, o qual será nossa função junto à corte celeste.


Assim, a Eucaristia se torna uma perfeita antecipação do que esperamos um dia adquirir.


“Nosso Senhor, para entreter em nós a esperança do Céu, tornando-a mais eficaz, e nos levando a esperar com toda a paciência o Céu da Glória, a que Ele nos quer conduzir, criou o lindo Céu Eucarístico.” Santo Eymard


Olhamos e vemos Jesus velado, oculto sob as espécies, mas ao abrirmos os olhos da fé, contemplamos toda a sua Realeza, toda a glória do Rei Eucarístico, que também é Rei dos Céus; entendemos, então, que tudo aquilo é o que esperamos no Céu.


“Seu estado, embora velado aos nossos sentidos é um estado de glória, de triunfo, de felicidade, insento das misérias da vida.” Santo Eymard


Ao irmos em busca da Eucaristia, estamos indo em busca do Céu, se tornando todos os atos de amor perante o seu Sacramento, uma antecipação do nosso gozo celeste. No céu, adoremos perpetuamente Jesus Cristo Rei, faremos parte de sua corte celeste, cantaremos eternamente hinos de glória e de louvor, honraremos sua Divina Pessoa com nosso Amor. Entretanto, não deixemos para realizar no céu, o que podemos começar na terra; adoremos a Jesus Eucaristia, sejamos sua guarda de honra, depositemos todo nosso amor, toda a vida.


“Não é no céu que o homem deve procurar Jesus, não é a hora, nem o lugar, mas no Santíssimo sacramento” santo Eymard.


Procuremos gozar do céu já aqui na terra, servindo com todo amor aquele que esperamos servir por toda a eternidade.


Ir. Sérgio Rocha

domingo, 28 de agosto de 2011

A Caridade segundo São Pedro Julião Eymard




“Amai muito a Nosso Senhor, que é tão pouco amado, pois são raras as almas que se dão inteiramente a Ele” São Pedro Julião Eymard.

Deus, em verdade, nos ama! Ama-nos com um Amor Eterno, que manifestou pelos benefícios do tempo, ama sem princípio, sem fim, sem vicissitudes. “Só existimos em virtude de uma criação benevolente desse Amor Divino e só nos conservaremos devido a possuirmos Deus e estarmos em seus Braços.” Santo Eymard.

Ele quer levar o amor ao infinito e por isso, ama-nos pessoalmente, particularmente, como se estivéssemos sós no mundo. E por ser tão sublime esse amor, deu-nos seu Filho, enviando ao mundo, para que por meio de sua Cruz fossemos salvos, e por meio da Eucaristia, aprendêssemos a amar. “Jesus Cristo não podendo permanecer sempre sobre a Cruz de morte, permanece sobre a Cruz de amor” Santo Eymard.

Esta vida, porém, foi-nos dada para unicamente amá-Lo, e nisto consiste a perfeição do homem. Sendo que há, por parte de Nosso Senhor tanta condescendência em querer ser amado por nós, em conceder-nos a faculdade e a Graça de amá-lo, quanto em nos amar Ele mesmo, cumular com testemunhos de seu Amor, devemos ir ao encontro em todas as fontes, especialmente na Eucaristia. “A Eucaristia é o maior prodígio do amor e do poder de Jesus Cristo em favor dos homens.” Santo Eymard.

O amor eucarístico é o amor infuso da caridade, sobrenatural no seu princípio; em seu objeto, escreve Santo Eymard, é a caridade que “alcança Deus, para Nele permanecer, certa amizade do homem para com Deus.”

Como cristãos, devemos focar nossa busca de amor na Santíssima Eucaristia, pois foi para isso que Cristo a instituiu, para ser fonte onde amaná toda a caridade, fazendo com que nós depositemos aos seus pés toda a adoração e glorificação, àquele que é o Deus de Amor, basta a nossa vontade, pois Ele ai está, em seu sacramento, esperando, aguardando um ato de se sentir amado. “Jesus na Eucaristia se torna meu centro de amor; o amor precisa de um centro de descanso onde se fortifica, se alimenta, se inflama sempre mais. Para mim, este centro só existe na Eucaristia.” Santo Eymard.

Ele certamente ama-nos apaixonadamente, e alheio a si mesmo, dedica-se todo a nós. Urge retribuir-lhe o amor. Amai dedicando-lhe a vida, consagrando vossos pensamentos e trabalho, estando aos seus pés, nutrindo a verdade do Amor que Nosso Senhor nela testemunha, contemplando sua presença, fazendo-se conhecer a cada adoração o seu amor por nós. “Só se ama bem, o que se conhece bem.” Santo Eymard.

Cabe-nos retribuir com amor, a tantas graças e bênçãos derramadas sobre nós, àquelas que pedimos, aquelas que não e mesmo aquelas que não desejamos. “E Ele continua a operar em virtude de sua presença no Santíssimo Sacramento, maravilhas de caridade.” Santo Eymard.

Enamoremos de sua presença, entregando o nosso coração para se unir a Ele, fazendo dos dois corações um só, permanecendo nele e Ele em nós, um só com Ele, até consumir-se no céu, na união eterna e gloriosa, a união inefável, começada na terra e aperfeiçoada pela Eucaristia. “Aquele que ama, se doa sem medida à pessoa amada, a serve e se torna uma só coisa.” Santo Eymard.

Nosso amor deve viver, pois, em Jesus Eucarístico, compartilhando de todos os seus bens, unindo-se e assim satisfazendo as exigências de nosso coração que O deseja.

Mas como chegar a tal ponto de amor? São Pedro Julião Eymard responde: “Doando toda a vida, todo o amor a Ele. Como? O amor não se dá se não por meio do Amor. De que modo então se ama? O amor não conhece nem métodos, nem limites, ama-se amando.”


Ir. Sérgio Rocha

sábado, 25 de junho de 2011

Mês do Sagrado Coração de Jesus


Estamos no mês de junho, mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.

São Pedro Julião Eymard, Apóstolo da Adoração Eucarística, era especial devoto do Sagrado Coração de Jesus, escrevendo várias meditações durante sua vida de adoração, sentindo este Coração de forma muito visível no Santíssimo Sacramento. Atrás de seus escritos, busquei transcrever, aquilo que mais me chamou atenção, mediante tão bonita devoção do Santo.

Nós homens, fomos criados para conhecer, amar e servir a Deus e esperar gozar de toda a plenitude de graças no Céu. Ora, esse “amor” é fruto da Devoção do Sagrado Coração de Jesus, vivenciado e amado no Santíssimo Sacramento.

Estando no centro do corpo, o coração é como um rei no centro de seus domínios. Fonte de onde emana o sangue, que corre pelas nossas veias e nós dá a vida. E, se tratando da vida do coração do homem, quanto o diremos do Homem-Deus que é o Senhor da vida. Coração divino que merece as orações, homenagens, as adorações oferecidas ao próprio Deus.

No dizer dos filósofos, o coração é o foco do amor: “Assim como ao fogo é natural arder, assim também ao coração é natural amar. E por ser este no homem o principal órgão do sentimento, convém que o ato imposto pelo primeiro de todos os preceitos se torne sensível ao coração” (São Tomás de Aquino)

Falando desse amor, São Pedro Julião Eymard, compara o Coração de Jesus a uma grande fornalha ardente, de amor por Deus e por nós. Fornalha que sofreu tudo por amor, merecendo a mais leve gota de seu sangue, as adorações do céu e da terra. Sua nobreza nas funções que exerceu, sua perfeição nos sentimentos que produz e suas ações que sabem inspirar, toda a sua vida é baseada em seu venerável Coração. Se Jesus nasceu em um presépio e se viveu pobre em Nazaré, se morreu por nós, tudo se deve a essa Fornalha de Amor.

Portanto, o adorador do Santíssimo Sacramento, encontrará também na Eucaristia o Coração de Jesus, testemunho sensível e permanente do amor, e no seu Coração Eucarístico aprenderá a amar.

Jesus Cristo, desejando ser sempre amado pelo homem, continua a testemunhar e manifestar seu Amor sensível e humanizado. Sendo a lei de amor uma Lei perene, também será perene o sol de graças que irradiam de seu Coração, para nos aquecer e nos tornar novas fornalhas de amor.

Pois bem! Todo o Amor de Nosso Senhor, todo o amor de sua vida - amor infantil em Belém, amor de zelo e de apostolo de Pai, amor de vitima na cruz – todos se unem para triunfar ao seu Coração Glorioso e vivo no Santíssimo Sacramento, onde o devemos buscar, invocar e nutrir-nos de seu Amor Divino, que permanece na Eucaristia somente para nós.

Deste modo, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, deve ser toda centrada na Divina Eucaristia. Imaginemos que todas as suas palavras e atitudes – curas e milagres – não tinham outra fonte se não do seu Coração, coração esse que amou incondicionalmente e que continua amando, curando, falando e agindo na Eucaristia. Seu Coração esta ai, como na Cruz, aberto de amor pela lança, lançando até nós toda a água e todo o sangue, todas as graças e benção de amor sobre nossas vidas.

Não vemos o coração de quem amamos ou de um amigo, mas basta uma só palavra para manifestar seu amor. Que será então do Coração Divino de Jesus, na qual sentimos seu amor? É certo que não vemos seu Coração, pois, quem poderia suportar o brilho da Sua Glória, a beleza, a bondade, as chamas consumidoras, devoradoras dessa Fornalha de Amor?

“Se não nos é dado ver o Coração Eucarístico de Jesus, é nos dado possuí-lo, sendo totalmente nosso” (São Pedro Julião Eymard)

É ante o Santíssimo Sacramento que devemos tomar posse, honrando e adorando, pois aí encontraremos a plenitude de seu Amor.

No momento da adoração, relembramos quão grande foram às dores do Coração de Jesus, quantas humilhações, calúnias, opressões e desprezos. E na vida velada no Santíssimo, será que seu coração não continua a chorar? Pois são tão numerosos cristãos que desprezam a Jesus, a essa Fornalha que queima de amor por eles, utilizando do véu que oculta para melhor desprezá-lo. Quantos Caifás, Herodes, Pilatos insultam-no pelas irreverências, pelos pensamentos culpados, pelos olhares criminosos diante de Sua presença. Blasfemam sacrilegamente contra o Deus da Eucaristia, por saber que seu Amor o torna mudo. Crucificam-no até em sua alma culpada, comungando-o.

“Não, Jesus nunca passou, nos dias de Sua Paixão, por tantas humilhações como em seu Sacramento” (São Pedro Julião Eymard)

Por isso, a reparação amorosa para com o Coração adorável de Jesus, torna-se necessária. Cerquemos a Eucaristia com nossas adorações e com nosso amor. Façamos de nosso coração, semelhante ao de Jesus, abrasando-o com as brasas da Fornalha de Amor. Sirvamos e imitemos o seu Coração na caridade para com nossos irmãos e na vivencia da nossa fé.

De quantas coisas poderíamos tratar aqui, mas acho que o essencial é deixarmos nos amar pelo Amor, viver do calor dessa Fornalha e caminhar para a santidade

Insidiemos esse mês de junho de um amor imenso e peçamos juntos: Jesus manso e humilde de coração, fazei do nosso coração semelhante ao vosso.

Ir. Sérgio Rocha SSE

sábado, 21 de maio de 2011

Adoração Pelas Vocacões





Neste dia 15 de maio celebramos o Domingo do Bom Pastor, e juntamente com toda a Igreja rezamos pelas vocações sacerdotais e religiosas. Na Diocese de Ponta Grossa, todos os sacerdotes, seminaristas, religiosos e religiosas, juntamente com o Bispo Diocesano, Dom Sérgio, estiveram reunidos na Igreja Sagrado Coração de Jesus para 1 ahora de adoração , suplicando ao Bom Pastor, vocações para a sua messe.





sábado, 12 de março de 2011

O VÉU EUCARÍSTICO

Por que ocultas teu rosto? ( Jo 13,24)

I

Por que nosso Senhor Jesus Cristo se oculta no Santíssimo Sacramento sob as espécies sagradas?

É bem difícil para alguém acostumar-se a contemplar Jesus nesse estado oculto Por isso é necessário voltar com freqüência a falar sobre esta mesma verdade, porque é preciso que acreditemos firmemente, de maneira prática que Jesus Cristo, ainda que invisível aos olhos físicos se encontre verdadeira e substancialmente presente na Santa Eucaristia.

Na presença de Jesus, que guarda um silêncio tão profundo e, diante deste véu impenetrável, nos sentimos frequentemente tentados a exclamar: Senhor mostra-nos o teu rosto!

Mesmo sem ver-Lhe, o Senhor faz com que sintamos o seu poder, nos atrai e faz com que Lhe respeitemos; mas seria tão doce e tão agradável ouvir as palavras saídas da boca do Salvador!

Que consolo tão grande seria se pudéssemos ver-Lhe, e que segurança teríamos então da sua amizade!Alguns diriam: por que não se mostra mais àqueles que o amam?

II

Pois bem. Jesus Cristo, permanecendo oculto é mais amável do que se manifestasse visivelmente silencioso..., mais eloqüente que se falasse; e o que poderia ser interpretado como um sinal de castigo não é senão o efeito do seu infinito amor e bondade.

Sim, se Jesus Cristo se deixasse ver, nós nos sentiríamos desafortunados; o contraste de suas virtudes e de sua glória com a soma das nossas imperfeições nos humilharia muito! Diríamos então: um Pai tão bom e uns filhos tão miseráveis! Não teríamos coragem para aproximar-nos Dele, nem de comparecer a sua presença. Agora, pelo menos, não conhecendo nada mais que a sua bondade, nos aproximamos Dele sem temor

Assim, todos se aproximam de Jesus. Suponhamos que nosso Senhor se mostrasse somente aos bons, porque uma vez ressuscitado, não poderia deixar-se ver pelos pecadores. Quem se diria bom a si mesmo? E, quem não tremeria ao entrar na igreja, temendo sempre que Jesus não o visse como bastante bom para mostrar-se a ele?

Disto nasceriam os ciúmes e a inveja. Unicamente os orgulhosos, acreditados em seus supostos méritos, se atreveriam a apresentar-se diante de Jesus.

Enquanto que deste modo, todos temos os mesmos direitos e todos podem acreditar sermos amados.

São Pedro Julião Eymard

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Padre Rodrigo Amâncio


No dia 05 de fevereiro a Sociedade dos Servos da Eucaristia viveu um momento de imensa alegria, pois Rodrigo Amâncio foi Ordenado Presbítero da Santa Igreja pela imposição das mãos e oração consecratória de nosso Bispo diocesano Dom Sérgio Arthur Braschi.


A cerimônia aconteceu na Igreja Sagrado Coração de Jesus (Igreja dos Polacos) as 17horas com a presença de numerosas pessoas, dentre elas familiares, amigos, seminaristas, religiosos e religiosas.

Ao fazer seus agradecimentos, emocionou-se ao pronunciar o irmão Albelmar Ricardo Amâncio, que faleceu no ano de 2006. “A meu querido irmão Ricardo que faleceu em 2006. Acredito que lá dos céus você hoje se alegra comigo. Obrigado pela sua vida e pela pessoa que foi” disse Pe. Rodrigo

Ao final da cerimônia, o Neo-sacerdote fez uma homenagem a Maria Santíssima. “A Maria Santíssima, que não somente levou-me pelas mãos, mas carregou-me nos braços, o meu sincero e simples muito obrigado. Como sinal de minha entrega e consagração quero oferecer a Nossa Senhora algumas rosas simbolizando minha vida e meu agradecimento”.

Sua primeira missa foi celebrada no dia seguinte na Igreja sagrado Coração, às 10 horas, dedicando toda a liturgia a Nossa Senhora em forma de agradecimento pelos benefícios realizados em sua vocação. Pe. Rodrigo, também celebrou na Paróquia Espírito Santo, sua paróquia de origem.

Rodrigo Amâncio nasceu aos 17 dias do mês de janeiro de 1985 na cidade de Ponta Grossa – PR. É o segundo filho do casal Abelardo e Marli Amâncio. Teve apenas um irmão mais velho, Abelmar Ricardo Amâncio, que faleceu no dia 2 de setembro de 2006.

Rodrigo ingressou no seminário Eucarístico, da Sociedade dos Servos da Eucaristia no mês de fevereiro do ano de 1997, contando então 12 anos e cursando a 6ºsérie do ensino fundamental. Neste seminário concluiu seus estudos do ensino fundamental e ensino médio. Entrou para o noviciado no dia 2 de fevereiro de 2003. Fez sua primeira Profissão Religiosa no dia 29 de janeiro de 2005. Nos anos de 2005 e

2006 fez seus estudos de Filosofia no Institutum Sapientiae em Anápolis – GO. Em 2007 começou os estudos de Teologia, que se concluíram no ano de 2010 e que foram realizados no mesmo Institutum Sapientiae. Durante esses anos de estudos residiu no seminário diocesano Imaculado Coração de Maria em Anápolis – GO. Fez a Profissão Perpétua no dia 28 de janeiro de 2010. Foi Ordenado Diácono no dia 26 de julho de 2010.

A oração



A oração resume e completa todos os atos precedentes:é um desejo de perfeição,pois que ninguém oraria sinceramente,se não quisesse torna-se melhor;supõe um certo conhecimento de Deus e de nós mesmos,porque estabelece relações entre ambos esses termos;conforma a nossa vontade coma de Deus,visto que toda a boa oração contém explícita ou implìcitamente um ato de submissão ao Supremo Senhor de todas as coisas.Mas aperfeiçoa todos estes atos prostrando-nos diante da Majestade de divina para a adorarmos e implorarmos novas graças,que nos permitam avançar na perfeição.

(este texto encontra-se no livro, Compêndio de teologia ascética e mística , A.D Tanquerey)

Oração

Senhor dai-nos a graça de perseverar na vida de oração , converte nosso coração todo a vós ,e assim seremos um povo Santo cheio de amor como é vossa santa vontade.

Que assim seja amem!

Ir.Carlos,S.S.E

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

As riquezas da Igreja


A Riqueza da Igreja



Muito se fala sobre a riqueza da Igreja, o ouro do Vaticano, etc.

A Igreja, sendo, também, uma Instituição humana, incumbida por Jesus para levar a salvação a todos os homens, precisa evidentemente de um “corpo material”, sem o que não pode cumprir a sua missão em toda a terra.

A palavra Católica quer dizer universal. Qualquer instituição que esteja em várias nações precisa de meios materiais para isto. O Papa é o único chefe de Estado que tem filhos em todos os cantos da Terra, falando todas as línguas. No último Concílio, o do Vaticano II, o Papa João XXIII reuniu cerca de 2600 de todas as nações, no Vaticano, durante 3 anos… Que chefe de Estado faz isto?

Desde 1870, quando a guerra de unificação da Itália tomou, à força, as terras da Igreja, até o fim da chamada Questão Romana (11/02/1929), os Papas se consideraram prisioneiros no Vaticano, por cerca de 60 anos. Esse período foi de relacionamento difícil entre a Igreja e o governo Italiano.

Apesar de toda a pressão contrária, os Papas desses 60 anos, Pio IX (1846-1878), Leão XIII (1878-1903), São Pio X (1903-1914), Bento XV(1914-1922) e Pio XI (1922-1939), julgaram que não podiam abrir mão da soberania territorial da Igreja em relação às demais nações, com direito a um território próprio, ainda que muito pequeno, a fim de que tivesse condições de cumprir a missão que Cristo lhe deu.

Benito Mussolini, o chefe do Governo italiano, em 1929, percebeu a grande conveniência política de conciliar a ltália com o Vaticano. As negociações levaram dois anos e meio, terminando com a assinatura do Tratado do Latrão aos 11/02/1929, que encerrava sessenta anos de disputas entre o Vaticano e o governo da Itália.

A cidade do Vaticano, geograficamente situada dentro de Roma, é mínima territorialmente. Quando começou a discussão da Questão Romana, muitos diziam que em caso da restauração da soberania temporal da Igreja, ela deveria ter apenas um Estado do tamanho da República de São Marinho (60,57 Km2); ora, o Estado Pontifício renasceu com apenas 0,44 Km2 que tem hoje o Vaticano. Esse território é apenas uma carcaça, um pequeno corpo, onde a alma da Igreja possa viver.

Os objetos contidos no Museu do Vaticano foram, em grande parte, doados aos Papas por cristãos honestos e fiéis, e pertencem ao patrimônio da humanidade; os Papas não vêem motivo para não conservar esse acervo cultural muito importante. Não é a pura venda desses objetos, de muito valor para todos os cristãos, que resolveria o problema da miséria do mundo. Será que a rainha da Inglaterra aceitaria vender o museu de Londres, ou o presidente da França vender o Louvre?…

Não há motivo, portanto, para se falar, maldosamente, da “riqueza do Vaticano”. Podemos até dizer que a Igreja foi rica no passado, antes de 1870, mas hoje não.

Qualquer chefe de Estado de qualquer pequeno país tem à sua disposição, no mínimo um avião. Nem isso o Papa tem.

É inegável, que a Igreja cresceu em espiritualidade depois que perdeu o grande poder temporal que o Estado Pontifício antigo lhe dava. Os últimos papas, a partir de 1870, foram homens santos, que entregaram a vida pela Igreja, sem limites. Pio IX (Beato), Leão XIII, S. Pio X, Bento XV, Pio XI, Pio XII, João XXIII (Beato), Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II, foram grandes homens, exemplos para o mundo todo.

O Vaticano tem um órgão encarregado da caridade do Papa, o Cor Unum. No final de cada ano é publicada no jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano, a longa lista de doações que o Papa faz a todas as nações do mundo, inclusive o Brasil, especialmente para vencer as flagelações da seca, fome, terremotos, etc. É uma longa lista de doações que o Papa faz com o chamado óbulo de São Pedro, arrecadado dos fiéis católicos do mundo todo.

A Igreja Católica nesses dois mil anos sempre fez e fomentou a caridade. Muitos hospitais, sanatórios, leprosários, asilos, albergues, etc., são e foram mantidos pela Igreja em todo o mundo. Quantos santos e santas, freiras e sacerdotes, leigos e leigas, passaram a sua vida fazendo a caridade… Basta lembrar aqui alguns nomes: São Vicente de Paulo, D. Bosco, São Camilo de Lelis, Madre Teresa de Calcutá… a lista é enorme!

E os bens da Santa Sé?

A Santa Sé, além do território de 0,44 Km quadrados, correspondente ao Estado do Vaticano, possui dois tipos de bens imóveis em Roma: 1 – as que gozam de estatuto próprio definido pelo Tratado de Latrão, em 1929; e 2 – as que estão sujeitas ao Estado italiano para fins de impostos e taxas.

Isto é o que restou de todo o antigo Estado Pontifício que cobria boa parte da Itália. Sem isto os orgãos da Igreja não têm como funcionar.

Mas a Igreja é muito rica sim, espiritulamente. Na verdade ela é rica desde a sua origem, porque o seu Criador é o próprio Deus; é Dele que vem toda a sua riqueza. Ela é o próprio Corpo de Cristo (1Cor 12,27). Ela é rica também, porque é a “Igreja dos Santos”, como disse George Bernanos. Os Santos são a sua grande riqueza, como que reprodução do próprio Cristo.

Ela é a Igreja de Pedro de Cafarnaum, que deixou as redes para seguir o Senhor e morreu de cabeça para baixo, sob Nero, por amor a ela; é a Igreja de Paulo de Tarso, que rodou o mundo até Roma, para ali ser martirizado por ela.

Ela é a Igreja dos Santos Apóstolos, revestidos do próprio Cristo, um a um martirizados pela sua fidelidade ao Senhor… Ela é a Igreja dos Santos Inocentes que, ainda na tenra idade, derramaram o seu sangue inocente pelo menino Deus… Ela é a rica Igreja dos Santos Padres: Agostinho de Hipona, que enfrentou o pelagianismo, o arianismo e o maniqueísmo; Atanásio, que enfrentou o arianismo; Irineu, que enfrentou o gnosticismo; Inácio de Antioquia, que enfrentou os leões; Policarpo de Esmirna, que enfrentou a fogueira,…Tomás de Aquino, que escreveu a Suma-Teológica e transformou a Filosofia; Teresa D’Avila e João da Cruz, que reformaram os Carmelos masculino e feminino; Jerônimo, que traduziu a Bíblia para o latim; Basílio, Gregório de Nissa, Gregório de Nazianzo, Afonso de Ligório, Francisco de Assis, João Bosco, e tantos outros que mudaram a face da terra…

Sim, é uma Igreja riquíssima! Ela é a Igreja daqueles que, de tanto amor por ela, derramaram o seu sangue nas arenas romanas, nas espadas dos imperadores, nos cárceres comunistas e nazistas… Pedro, Paulo, Tiago,… Inácio de Antioquia, Policarpo, Sebastião, Perpétua, Felicidade, Cecília,… Maximiliano Kolbe,… e tantos outros gigantes que fizeram do seu sangue “a semente de novos cristãos” (Tertuliano, †220).

Ela é a Igreja das belas ordens religiosas de Bento, Domingos, Agostinho, Benedito, Francisco, Inácio de Loyola, Camilo de Lélis, D.Bosco …

Ela é a Igreja das Santas Virgens: Maria, Ana, Inez, Cecília, Luzia, Teresinha, Mazzarello, Clara de Assis,… que formam um verdadeiro exército de Esposas do Senhor.

Sim, é uma Igreja riquíssima !

Além de ser a rica Igreja dos Santos, dos Profetas, dos Mártires, dos Apóstolos, das Virgens, dos Confessores… é também a Igreja dos Papas. É a Igreja de João Paulo I com o seu sorriso inesquecível; de João XXIII, do Concílio Vaticano II, de Paulo VI com o seu apaixonado amor à Igreja; de Gregório, que a posteridade chamou de Magno, e que criou o canto que recebeu o seu nome.

Ela é a grande e rica Igreja de Leão Magno, detendo as grandes heresias às portas da Igreja, enfrentando os bárbaros Átila e Genserico às portas de Roma. É a Casa de Pedro, que é o princípio de tudo e a Pedra sobre a qual os outros se sucederam. É a Igreja dessa cadeia viva e ininterrupta de 265 Pontífices, o “doce Cristo na Terra”, como dizia S. Catarina de Sena.

Todos os Santos se inclinaram diante do Papa, e nenhum foi nada sem ele. Paulo, o apóstolo dos gentios, foi ao encontro de Pedro; Francisco, o enamorado da Pobreza, ajoelhou-se diante de Inocêncio III; Teresinha suplicou a Leão XIII que a deixasse entrar no Carmelo aos quinze anos …

Que outra Igreja teve um Pio IX que proclamou Maria Imaculada; e José, Padroeiro Universal da Igreja? Que outra Igreja tem um João Paulo II, filho de operário, operário, ator de teatro, esquiador, sacerdote, poliglota, bispo, diplomata, cardeal – Cardeal da Igreja do Silêncio e da Polônia Mártir?

A Igreja é riquíssima, de fato, pois é a Igreja dos Santos e dos Papas.

É a Igreja dos Sacramentos que o Senhor derramou do seu Coração ferido pela lança no alto da Cruz. É a Igreja da salvação universal de todos os homens… É a barca de Pedro que salva do dilúvio do pecado!

Esta é a verdadeira fortuna da Igreja, acumulada no sangue dos Mártires, na fidelidade dos Confessores, na riqueza dos Padres, no discernimento dos Doutores, na pureza das Virgens, no sangue dos Inocentes, na palavra dos Apóstolos e Profetas, no zelo dos Patriarcas, na lei dos Profetas e na infalibilidade dos Papas. Sim, é riquíssima!…

DO LIVRO: PORQUE SOU CATÓLICO

PROF FELIPE AQUINO -www.cleofas.com.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Acontecimentos Eucarísticos 2011

A Sociedade dos Servos da Eucaristia dentro do ano do ano do bi- centenário do nascimento de nosso fundador São Pedro Julião Eymard está em festa e apresenta para estes meses alguns acontecimentos marcantes em nossa história eclesial.

Entre os dias 22 e 29 de janeiro, toda a comunidade estará reunida no, Seminário Eucarístico em Ponta Grossa, PR, para o seu Retiro Anual,que será assessorado pelo padre Elber da Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz.

Outro acontecimento importante em nossa família religiosa será a vestição de sete candidatos que serão admitidos no noviciado desta sociedade, a cerimônia acontecerá na Capela do Seminário Eucarístico no dia 02 de fevereiro às 19h30min e contara com a presença dos respectivos familiares.

Outro motivo de Jubilo será a ordenação Sacerdotal do Diácono. Rodrigo Amâncio SSE, Que ocorrera no dia 05 de fevereiro tendo como ordenante o Exmo Dom Sérgio Arthur Braschi, bispo desta Igreja Particular.

O Futuro sacerdote escolheu como lema: “Ministro de Cristo e Administrador dos Mistérios de Deus” (1Cor 4,1)

No dia 04 de fevereiro com grande festa celebraremos o bi- centenário de nosso fundador e os festejos no Santuário Sagrado Coração de Jesus esta a encardo do atual reitor o Pe Delsi Zamboni.

Celebremos todos estes acontecimentos com muito amor e alegria, tendo sempre como meta o Amor a Jesus Eucarístico