quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Deus dos Pequenos

“Sou pobre e desvalido, mas o Senhor vela por mim” ( Sal. 39,18)

Acostumemo-nos a fazer a adoração e a comunhão considerando-nos como mendigos de Deus. Desta maneira será mais fácil aplicar as quatro finalidades do sacrifício.

1º O que faz o pobre quando vai pedir esmola e encontra um rico de bons sentimentos? Com um semblante alegre, saúda-o com respeito, esquecendo-se do seu estado miserável, de suas roupas sujas e andrajosas para não pensar em mais nada além da bondade do rico.

Façamos o mesmo na presença do Senhor sacramentado: esqueçamos nossa miséria para recordarmos apenas de sua bondade e Lhe adoremos com confiança e humildade.

2º O pobre elogia a bondade do rico: “O senhor é muito bom... todo o mundo diz. Em outras ocasiões o senhor já foi bom comigo”, contando em detalhes os benefícios recebidos.

Agradeçam da mesma forma e louvem a bondade divina para com vocês e verão como brotam lágrimas dos seus corações e expressões de gratidão eloquentes.

3º Depois o pobre expõe a suas misérias: “Volto à sua porta com a mesma pobreza de antes ou talvez maiores ainda. Não tenho mais ninguém que me ampare há não ser o senhor! Estou convencido de sua bondade que é maior que a minha pobreza; também sei que lhe proporciono a oportunidade de fazer uma boa obra.”.

Da mesma forma devemos saber expor os nossos sofrimentos diante de Jesus na Eucaristia e chamar a atenção do seu coração pelo relato do bem que nos pode fazer seguros de que Lhe proporcionaremos uma grande satisfação, já que o seu amor se manifesta pela fusão de sua bondade.

Quando o pobre recebe muito mais do que havia pedido, costuma chorar. Então não presta atenção ao que lhe foi dado, mas à generosidade do seu bem feitor, e repete sem cessar: Ah! Que bom o senhor é! Bem que eu sabia!

E se o rico lhe convida para entrar, para sentar-se à sua mesa e senta-se ao seu lado, este não se atreve a comer; tal são as emoções e confusão que produzem semelhantes excessos de bondade!

Não é assim que Jesus Cristo nos trata?

Façamos com que a nossa miséria nos faça compreender melhor a sua bondade.

4º Em fim, o pobre se separa do seu bem feitor dizendo-lhe: “Como gostaria de ser lhe útil em alguma coisa; rezarei pela sua família”. E se vai feliz rezando pelo seu bem feitor desejando-lhe toda sorte de bênçãos.

Façamos nós o mesmo. Peçamos pela família de nosso senhor Jesus Cristo; bendigamos a sua bondade: supliquemos de toda forma a sua glória e ofereçamos-Lhe a homenagem do nosso coração e de nossa vida.

São Pedro Julião Eymard

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