domingo, 29 de julho de 2012

Mês Vocaional


Estamos prestes a iniciar o mês de agosto, dedicado especialmente em nossa Igreja pelas vocações.

O mês vocacional tem sua origem logo após o Concílio Vaticano II. Com o objetivo de despertar a consciência das comunidades para a co-responsabilidade, num período de crise das vocações de especial consagração. 
Em 1970 surgia a primeira experiência do mês vocacional no Brasil. Esta iniciativa deu certo e, em 1981, a Assembléia Geral da CNBB instituiu o mês de agosto como mês vocacional para todo o Brasil.

Vale a pena recordar o que celebramos no mês de agosto: no primeiro domingo destacamos o dia do padre, a motivação é a festa de S. João Maria Vianey, lembrada no dia 04 de agosto, padroeiro dos párocos. 
No segundo domingo celebramos o dia dos pais, recordamos, então, o chamado a gerar vida, a continuar com a obra criadora de Deus. Ser pai e ser mãe, constituir família, assumir um estado de vida na Igreja. 
Motivados pela festa da Assunção de Maria, modelo de todos aqueles que dizem sim, celebramos no terceiro domingo a vocação religiosa. São recordadas aqui a vocação religiosa feminina e masculina. 
No quarto domingo recordamos todos os ministérios leigos e, no quinto domingo a vocação dos catequistas. 
Coloquemo-nos em oração por todos os jovens, para que Deus continue suscitando em seus corações este ardente desejo de se doar inteiramente a causa do reino.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Biografia de São Pedro Julião Eymard

 

Fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento
Apóstolo da Eucaristia
Criador da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento
(04/02/1811 - 01/08/1868)

Em 1804, apareceu no vilarejo de La Mure um amolador de objetos, acompanhado de sua filha de cinco anos de idade, órfã de mãe, que perguntava de casa em casa se havia utensílios para serem afiados por seu pai.

Este tinha por nome Julião Eymard, originário de outra localidade, Auris, onde se casara e tivera seis filhos desse casamento. Perseguido pelos "patriotas" da Revolução Francesa, perdeu boa parte de seu patrimônio. Com a morte da esposa, em 1804, resolveu tentar a sorte noutro lugar.

Deixou então cinco filhos com pessoas amigas e saiu à procura de sustento, levando apenas a caçula. O espírito de solidariedade católica, que ainda havia em La Mure, facilitou o estabelecimento de Julião naquele local, onde prosperou e contraiu novas núpcias.

De seu segundo casamento, nasceu Pedro Julião Eymard em 4 de fevereiro de 1811.

Com o correr dos anos, o menino mostrou-se inteligente e jeitoso, tornando-se a grande esperança do pai para fazer prosperar o negócio que havia montado naquela localidade: uma usina de azeite.

O conquistador de almas para Deus

O menino, porém, sentia que era chamado para algo de bem mais elevado do que ser fabricante de azeite. Após várias dificuldades postas pelo pai, conseguiu entrar no seminário para seguir o que sua vocação lhe pedia: tornar-se sacerdote.

Após ordenar-se, celebrou sua primeira Missa em 26 de outubro de 1834.

O novo sacerdote cativava as almas. Após o ofício divino, saía com os fiéis e ficava em frente à igreja, conversando com eles e os instruindo. Operavam-se então conversões impressionantes.

Em 1839 decidiu entrar na Sociedade de Maria para desenvolver cada vez mais sua devoção à Sagrada Eucaristia, a paixão de sua vida. Sua irmã -- aquela menininha que percorria as casas pedindo trabalhos -- insistiu com ele para que ficasse mais um dia em casa, antes de partir para seu novo destino. "Deus me chama hoje, amanhã poderá ser tarde demais" foi a resposta. E seguiu em frente.

Nessa época a todos impressionava sua piedade profunda e terna, enquanto no seu caminhar havia algo de harmonioso que lhe conferia um aspecto militar.

Pregava a Eucaristia e somente a Eucaristia. Porém o fazia de maneira pessoal, concreta e viva, sem muitas especulações meramente teóricas e abstratas. Sua pregação tocava de modo especial as necessidades espirituais de seus ouvintes. Sua palavra de fogo esclarecia, abrasava e ganhava as almas. Seus sermões eram verdadeiras meditações íntimas que lhe saíam pelos lábios, expressão de sua intensa vida interior.

Sua alma era de tal maneira luminosa, que pessoas das mais diversas condições sociais e econômicas, bem como das mais distintas profissões, vinham lhe pedir luzes fora e dentro do confessionário.

"Fogo" eucarístico nos quatro cantos da França

Certo dia, em 1853, durante a ação de graças, por solicitação de Nosso Senhor, ele se ofereceu por inteiro a Deus, recebendo então muitas graças, consolações e forças para realizar a tarefa que lhe estava destinada.

Seis anos mais tarde, confidenciou que naquela ocasião prometera a Deus que nada o reteria, mesmo que precisasse comer pedras e morrer em um hospital, trabalhando em Sua obra sem consolações humanas.

Era o primeiro passo para a fundação de seu Instituto, dedicado à adoração perpétua do Santíssimo Sacramento. As dificuldades fizeram-no soltar essa exclamação: "Chego como um soldado do campo de batalha, não se achando vitorioso, mas cansado e esgotado pelo combate".


E anunciou ao Arcebispo de Paris que queria pôr fogo nos quatro cantos da França, e especialmente em Paris, com a comunhão dos adultos.

Santo Cura d'Ars profetiza sobre São Pedro Julião!

O Pe. Eymard e o Cura d'Ars se conheciam e se tornaram verdadeiros amigos em Nosso Senhor Jesus Cristo, cada um procurando estar a par das atividades do outro.

O Cura d'Ars teria mesmo profetizado que o Pe. Eymard sofreria muito, inclusive perseguições de seus melhores amigos. Mas que a congregação por ele fundada seria próspera e se espalharia por todos os países, apesar de tudo e contra todos...

De fato, na obra recém-fundada continuava faltando quase tudo e as deserções começavam. O fundador tornou-se objeto de críticas e perseguições. Escreveram-lhe cartas extremamente mortificantes, profetizando quedas e catástrofes. Como se isso não bastasse apareceu uma ameaça de despejo. Obrigado a se afastar por cinco semanas para tratar da saúde, encontrou a casa com menos gente e com traidores.

Em Roma: êxtase e aprovação de sua obra

Tinha um culto entusiasmado pelo Papado. E não foi sem emoção que se dirigiu a Roma para pedir a aprovação de sua obra, o Instituto do Santíssimo Sacramento.

Uma feliz coincidência facilitou as coisas. Estava orando no altar da Confissão, na Basílica de São Pedro, quando entrou em êxtase e não percebeu um cortejo que se aproximava. Era Pio IX, que ia rezar ali também. Os numerosos fiéis que se encontravam no local, se afastaram para dar passagem ao Papa, ficando somente um padre austero ajoelhado. Quando voltou a si, todo confuso, refugiou-se em um canto; o Papa acabara de se retirar.

No dia seguinte recebeu o Breve Laudatório, assinado na véspera pelo Sumo Pontífice!

Desejava ter a voz do trovão

Sua palavra era um fogo de caridade e de fé. Havia um tal brilho de santidade em seu olhar, que se pensava em Nosso Senhor. Mesmo antes de começar a falar, já tocava as almas pela sua simples presença. Mais do que a fé, era quase a visão real do Divino Mestre que ele imprimia nas almas. Parecia ver o que falava.

Quanta vida, quanta luz! Seus ouvintes mantinham o olhar fixo na sua pessoa durante toda a pregação. Diz-se que ele desejava ter a voz do trovão para ser entendido por toda parte e por todos.

Traçava, para cada sermão, os limites, as divisões e o encaminhamento do raciocínio, mas... na hora entrava a palavra e a inspiração do coração. Preparava suas homilias diante do Sacrário pois, segundo ele, uma hora na presença do Santíssimo Sacramento valia mais do que uma manhã de estudos nos livros.

Lia os corações, via à distância, profetizava...

Não era raro dizer a uma pessoa os pensamentos que tivera; e aconselhá-la de acordo com tal discernimento.

Certo dia, uma moça da sociedade foi procurá-lo, sem que os pais soubessem, para pedir-lhe um conselho sobre sua vocação. Ao chegar, soube que ele se encontrava em sua hora de adoração ao Santíssimo, durante a qual não costumava atender absolutamente ninguém. Resignada, dirigiu-se à igreja e o viu de costas, ajoelhado, em oração. Nesse mesmo instante Eymard levantou-se, indicando à moça o caminho do confessionário. Comentou depois que sentira que uma pessoa o procurava e tinha necessidade de ajuda.

Entre 1860 e 1868 previu várias vezes os desastres da guerra franco-prussiana e o movimento revolucionário da Comuna de Paris.

Em Saint-Julien de Tours, o Pe. Eymard deu provas de ser santo, vidente e profeta diante de um auditório que o ouvia pela tarde e pela manhã, sempre recolhido e sempre entusiasta.

Certo dia, duas horas antes da procissão de São Julião, o céu escureceu e se armou uma tempestade. O Pe. Eymard, calmo, ordenou que a procissão saísse e... surpresa! Em lugar dos raios e da chuva que já haviam começado, aparece céu azul e um grande sol! "Milagre"! Foi a palavra que aflorou a todos os lábios.

Exorcista, era perseguido pelo demônio

Muitas vezes passava as noites lutando contra o demônio. Pela manhã, no seu quarto havia móveis quebrados ou avariados e sinais em sua face. Comentava que os golpes do demônio são secos como se bate em mármore, mas a dor desaparecia com a pancada.

Em 1861, após comer parte de uma maçã oferecida por uma mulher tida como mágica, uma menina ficou possessa. A mãe, ouvindo falar de Eymard, foi procurá-lo. Este enviou uma camisa e um gorro com a medalha de São Bento, mas a menina os destroçou com seus dentes. O Padre então benzeu um pedaço de pão e o enviou à casa da menina, para que o engulisse na hora em que estaria celebrando uma missa por ela.

Quatro homens forçaram-na a engulir e ela começou a vomitar um liquido preto, cheirando a enxofre, em tal quantidade que escorreu até o chão, ficando então curada. O demônio foi derrotado duplamente, pois o pai de menina, que se encontrava afastado da religião, impressionado, confessou-se, comungou e voltou à prática religiosa.

Incompreendido pelos próprios filhos espirituais

No final de 1867 repreende os seus por não irem vê-lo com mais freqüência e mais confiança, a fim de pedir uma comunicação mais abundante do espírito da sua vocação. "Nada me perguntais. Quando eu não estiver mais aqui, ninguém terá a graça da fundação. Interrogai-me, usai mais de mim".

Em 1868 escreveu em suas notas que iria fazer parte da corte celeste, participar da bondade de Deus. Um trono lhe estava assegurado no Céu e seu nome estava inscrito no livro da vida; os Anjos e os Santos o esperavam no lugar dos Bem-aventurados e o chamavam de irmão.

Porém, para alcançar um tal píncaro é preciso não só sofrer, mas saber sofrer. Assim, seus últimos anos de vida foram repletos de sofrimentos, ocasionados estes em boa parte por seus próprios religiosos que já não tinham confiança em seu Santo Fundador. Disse ele nessa penosa conjuntura: "Eis-me aqui, Senhor, no Jardim das Oliveiras; humilhai-me, despojai-me; dai-me a cruz, contanto que me deis também o vosso amor e a vossa graça".

No dia 1º de agosto de 1868, às 14:30 hs, exalou seu último suspiro. Tinha 57 anos e meio. Morreu em sua cidade natal, La Mure, na mesma casa onde nascera. Sua congregação tinha então cinco casas na França e duas na Bélgica, com cinqüenta religiosos.

"Nosso santo morreu!" foi o grito que se ouviu nas ruas e nas casas daquela pequena localidade. A população inteira desfilou diante de seus restos mortais. As pessoas iam com as duas mãos cheias de objetos para serem tocados no corpo do Santo. Seus olhos, que não foram fechados por respeito, guardavam uma expressão extraordinária de vida a ponto de dar a falsa impressão de que não morrera.


Foi beatificado solenemente por Pio XI no dia 12 de julho de 1925 e canonizado por João XXIII em 9 de dezembro de 1962.

Novena de São Pedro Julião Eymard


Dia 02 de agosto celebramos o dia de São Pedro Julião Eymard, o Apóstolo da Eucaristia. Convidamos você e sua familia e fazer conosco sua novena, pedindo as graças e bençãos do céu, através de sua intercessão.




Graças e Louvores sejam dados a cada momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

Bendita seja a Santa e Imaculada Conceição, da Bem-aventurada e sempre Virgem Maria Mãe de Deus.


I - São Pedro Julião Eymard, zelosíssimo apóstolo e ardente adorador do Santíssimo Sacramento, suplico-vos, fazei-me participar do vosso amor abrasado para com Jesus Sacramentado e do vosso zelo pela Sua divida glória. Alcançai-me também do Coração Eucarístico de Jesus, a graça que pela vossa intercessão desejo obter por meio desta novena, se for para a maior glória de Deus e o maior bem de minha alma. Amem
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.


II - São Pedro Julião Eymard, que ardeis no amor seráfico, sempre e cada vez que no santo altar oferecíeis o Cordeiro Imaculado que tira os pecados do mundo, rogo-vos com todo o fervor daminha alma, me alcanceis do Coração Eucarístico de Jesus, a graça de ser abrasado neste fogo celestial quando assisto no Santo Sacrifício da Missa. Digne-vos também me obter por vossa intercessão a graça que desejo alcançar por meio desta novena se for para a maior glória de Deus e ao maior bem de minha alma. Amém
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

III - São Pedro Julião Eymard, que com vossa palavra cheia de ardor e vossos admiráveis escritos, leváveis as almas a se aproximarem digna e frequentemente do Banquete Eucarístico em união com a gloriosa Mãe de Jesus, Maria Santíssima: peço-vos que alcanceis do Coração de Jesus, um zelo ardente como o vosso pela Comunhão frequente e quotidiano, a perseverança até a morte em tão santa pratica e na devoção a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Oração Final
Rogai por nós São Pedro Julião Eymard, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Senhor Jesus, Filho de Deus vivo, que para propagar por toda a parte o culto solene ao SSmo. Sacramento da Eucaristia, suscitastes de um modo admirável São Pedro Julião Eymard e por seu intermédio dotastes a vossa Igreja com uma nova família religiosa, dignai-vos conceder-nos, que pela sua intercessão e exemplo, cheguemos a ser adoradores em espírito e verdade do Augusto Mistério e propagadores zelosos de sua glória. Vós que viveis e reinais com Deus Pai, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém


São Pedro Julião Eymard, rogai por nós. (3 x)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A EXTENSÃO DA ENCARNAÇÃO

Verbum caro factum est
 "O Verbo se fez carne." (Jo., 1, 14.)


A encarnação do Verbo no seio de Maria nos anuncia a Eucaristia. Este sol de almas, que há de vivificar e regenerá-las, se levanta em Nazaré e chega ao meio dia na Eucaristia, que será o término do amor de Deus na terra. O grão de trigo divino foi semeado nas castas entranhas de Maria. Germinará e amadurecerá e será moído, para que com ele seja feito o pão eucarístico. A encarnação é tão uma com a Eucaristia, que as palavras de São João poderiam ser traduzidas assim: O Verbo se fez pão: Verbum caro, Verbum Panis. Todas as circunstâncias do mistério da encarnação foram gloriosas para Maria; tudo é também glorioso para nós na Comunhão, que nos faz participar da honra e da glória da Santíssima Virgem.


O prólogo do mistério da Encarnação teve lugar entre o anjo e a Virgem Santíssima. O anjo anuncia o mistério e pede o consentimento de Maria.


O anjo que nos chama à Comunhão é o Sacerdote, é a Igreja mediante seu veículo: o sacerdote. Que honra para nós! A Igreja é a rainha e os anjos a servem; é esposa, e por isso não somente anuncia, como também nos da o Verbo sacramentado. Maria acreditou naquilo que o anjo dizia, em vista do prodígio que lhe anunciava. Quanto a nós, podemos crer na Igreja sob a sua palavra. Ela é nossa mãe e nós filhos seus, e ninguém diz à mãe: Isto é pão realmente? Não está me dando uma pedra em lugar de pão? A Igreja fala, e acreditamos na sua palavra. Claro, que assim como o anjo, bem poderia dar provas de sua missão.

O anuncio da Comunhão é, pois, glorioso para nós, tal como a Encarnação foi para Maria.

São Pedro Julião Eymard

sábado, 7 de julho de 2012

Servos da Eucaristia tem novo Padre

O dia 12 de maio foi de grande jubilo para a família dos Servos da Eucaristia, Valcir lima Santos, foi ordenado pela Imposição das mãos e Oração Consecratória  de nosso bispo diocesano, Dom Sérgio Arthur Braschi. A cerimonia aconteceu na Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Ponta Grossa, Paraná, acompanhada por diversos fiéis e em especial por sua mãe e seu irmão, vindos especialmente de Rondônia para a ordenação.



Valcir Lima Santos, nasceu em Sinop- Mato Grosso, aos 05 de fevereiro de 1974. É o sétimo filho do casal João Batista dos Santos e Alexandrina Francisca de Lima dos Santos, de uma irmandade de catorze.
Foi batizado em 16 de junho de 1974, pelo Pe. Heitor, na paróquia São Judas Tadeu, capela Nossa Senhora Aparecida, da cidade natal; seus padrinhos são Antônio e Maria Aparecida.
Fez a Primeira Comunhão aos 12 de novembro de 1987, na paróquia São João Batista, onde também foi crismado aos 06 de novembro de 1989, por Dom. Antônio Possamai, então bispo da diocese de Ji-paraná, Rondônia.
Aos 20 de fevereiro de 1997, ingressou na Sociedade dos Servos da Eucaristia, em Ponta- Paraná, onde permanece até hoje.
Nesta cidade, fez o ensino Fundamental e o Médio. Concluídos tais estudos. No ano 2004 recebeu a Vestição e fez o Noviciado em sua Congregação, durante os dois anos seguintes.
Terminada mais esta etapa, emitiu os Primeiros Votos Temporários de Castidade, Obediência e Pobreza, aos 29 de janeiro de 2006.
Em seguida, foi enviado para Anápolis-Goiás, a fim de cursar Filosofia e Teologia, no Institutum Sapientiae, dos Cônegos Regulares da Santa Cruz, de 2006 a 2011. Residindo no Seminário Diocesano Imaculado Coração de Maria.
Emitiu os Votos Perpétuos dos Conselhos Evangélicos aos 28 de janeiro de 2010, na igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Ponta Grossa – Paraná; recebendo-os o reverendo Pe. Paulo Antônio de Araújo, superior Geral dos Servos da Eucaristia.
Foi instituído nos ministério de Leitor, em 03 de novembro de 2010 na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro por Dom Sérgio Braschi, e em 13 de fevereiro de 2011 recebeu o ministério de Acólito, no Seminário Eucarístico por Pe. Paulo Antônio de Araújo, superior Geral da Sociedade dos Servos da Eucaristia.
Valcir Lima Santos foi ordenado Diácono da Santa Igreja dia 04 de dezembro de 2011, em Anápolis-GO. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Santo Sacrifício


                                          
Tendo Jesus substituído todos os sacrifícios da antiga lei pelo sacrifício da Missa, encerrou neste todas as intenções e todos os frutos daqueles do passado.
Conforme as leis recebidas de Deus, os judeus ofereciam sacrifícios com quatro  finalidades: para reconhecer o seu supremo domínio sobre todas as criaturas; para agradecer-lhe os seus dons; para suplicar-lhe para que seguisse concedendo-lhes os  mesmos e para aplacar a sua ira provocada pelos pecados cometidos. Tudo isso Jesus o faz, e de um modo mais perfeito, pois em lugar de touros e carneiros se oferece Ele mesmo, filho de Deus e Deus como seu Pai.
Adora, portanto, ao seu Pai; por todos os homens, cujo primogênito é, reconhece que Dele vem toda a vida e todo o bem; que somente Ele merece viver, e tudo quanto é somente por Ele pode existir; e oferece a sua vida para protestar, já que tudo provem de Deus, de tudo Ele pode dispor livre e absolutamente.
Como Hóstia de celebração, dá graças ao seu Pai por todas as graças que Lhe concedeu e, através Dele, a todos os homens; se faz nossa perpétua ação de graças.
É vítima do sacrifício, pedindo perdão sem cessar pelos pecados que continuamente se renovam, e deseja associar ao homem a sua própria reparação, unindo-lhe na oferenda. Finalmente, é o nosso advogado, que intercede por nós com lágrimas e gemidos dilacerantes, e cujo sangue clama por misericórdia.


Assistir à Santa Missa é unir-se a Jesus Cristo; é, portanto, para nós o ato mais edificante.
Nela recebemos as graças do arrependimento e da justificativa, assim como a ajuda para evitar as recaídas.
Nela encontramos o soberano meio de praticar a caridade para com os demais, aplicando-lhes, já não os nossos escassos méritos, mas os infinitos de Jesus Cristo, as imensas riquezas que Ele põe a nossa disposição. Nela defendemos com eficiência a causa das almas do purgatório e conseguimos a conversão dos pecadores.
A Missa é para o céu inteiro um motivo de alegria produzindo um aumento de glória exterior nos santos.

O melhor meio de assistir a Santa Missa é nos unirmos a angustia da vítima. Façam como ela. Ofereçam-se como ela, com a mesma intenção que ela, e a sua oferenda será assim enobrecida e purificada, sendo digna de que Deus a olhe com complacência, principalmente quando esta se une a oferenda de Jesus Cristo. Caminhem ao Calvário assim como Jesus Cristo caminhou, meditando sobre as circunstâncias de sua paixão e morte.

    Mas, acima de tudo, unam-se ao sacrifício, comendo junto com o sacerdote a sua parte da vítima. Assim a Missa alcança a sua plenitude e corresponde plenamente aos desígnios de Jesus Cristo.

Ah! Se as almas do purgatório pudessem voltar a este mundo, o que não fariam para assistir a uma só missa! Se vocês mesmos pudessem compreender a sua excelência, suas vantagens e seus frutos, não deixariam de participar dela um só dia.

São Pedro Julião Eymard